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RUMO A 2002 II
Aliados e petistas reagem aos ataques do secretário tucano

Se um dos objetivos do secretário de Desenvolvimento Urbano, Sérgio Guerra (PSDB), foi provocar e irritar aliados e oposicionistas, pode se considerar realizado. As críticas feitas pelo tucano, no jantar em homenagem ao ministro da Saúde e presidenciável, José Serra (PSDB), foram repelidas por aliados e pelo PT. Ao dizer que “o PFL perdeu a credibilidade”, o “PMDB não tem a menor chance” e “o PT não faz nada sério”, Sérgio Guerra capitalizou a reação e a antipatia dos atingidos, que não entendem a provocação.

“Ele está na contramão do que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) diz”, censurou o presidente estadual do PMDB, Dorany Sampaio. De férias na Bahia, Dorany ressaltou que todos consideram importante a manutenção da aliança, surpreendendo-lhe as palavras de Guerra. “FHC diz que o candidato pode sair de qualquer um dos três partidos. A opinião de Guerra não terá influência”.

Sem saber qual a verdadeira intenção do tucano, a líder do Governo na Assembléia, Teresa Duere (PFL), lembrou que o PSDB se reforçou há pouco com quadros pefelistas. “Eram da base do PFL o Roberto Magalhães, José Múcio e Gilberto Marques Paulo. Isso demonstra que somos um partido importante, com quadros que interessam a qualquer partido. Ele lembrou do episódio ACM, mas esqueceu de citar um dos políticos mais éticos, com credibilidade e poder nacionais, o Marco Maciel, nosso maior líder”, revidou.

Atingido pela metralhadora tucana, o PT respondeu com o pré-candidato a governador, Humberto Costa. “Não vejo autoridade em Sérgio Guerra para falar da seriedade dos outros, principalmente do PT. Ao contrário, o PT sempre se preocupou com a questão ética. Não é de graça que Lula lidera as pesquisas. É uma briga deles por espaço político, no final vão estar juntos. É briga de brincadeira, uma disputa sem seriedade”.

O ex-prefeito do Recife e novo tucano, Roberto Magalhães, que esteve no jantar, minimiza as palavras de Sérgio Guerra, ressaltando que ele fez uma auto-crítica do Governo, na intenção de alertar os aliados para a apresentação de um novo discurso. “Não me lembro de críticas ao PFL. Com todos que tenho conversado no PSDB não há esse tipo de colocação. O que existe é: ou refazemos a aliança ou vamos ter muitas dificuldades para disputar”, atenuou. Magalhães entende que a aliança não será refeita se cada partido colocar como condição que será dele a cabeça da chapa.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.11.2001
Sábado