A Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou boletim informando que 35 casos da doença já foram notificados, sendo que cinco deles no final de semana
SÃO PAULO – Subiu para 12 o número de mortes supostamente causadas pela febre amarela silvestre que atinge a região Centro-Oeste de Minas Gerais desde 23 de janeiro. A nova vítima é uma mulher de Pará de Minas, que morreu na noite de sexta-feira, de acordo com a Superintendência de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde. Ontem à tarde, boletim divulgado pela secretaria informou que 35 casos da doença já foram notificados, cinco deles no final de semana.
Cinco registros foram descartados por meio de exames clínicos e laboratoriais e 11 foram confirmados como febre amarela. Todos os casos envolvem pessoas que estiveram na região do Vale do Rio Pará e seus afluentes.
A campanha de vacinação intensiva continua esta semana. O medo das autoridades sanitárias é que a doença se expanda para as áreas urbanas por meio do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. Se uma pessoa infectada na mata voltar para a cidade e for picada pelo mosquito, pode acabar gerando uma epidemia de febre amarela.
SALVADOR – Preocupados com o surto de febre amarela do sudoeste de Minas, as autoridades sanitárias baianas decidiram iniciar esta semana vacinação em massa em 30 cidades do sul e oeste da Bahia, que fazem fronteira com o Estado mineiro. A maior preocupação é com o município de Vitória da Conquista, o maior da região, que recebe diariamente muito moradores de Minas.
Carinhanha, Guanambi, Lajedão, Caetité e Cocos também são municípios que merecerão uma maior atenção por serem passagem de viajantes na fronteira Bahia/Minas. Além de aumentar o estoque do número de doses da vacina antiamarílica nos postos de saúde dos municípios, a Secretaria de Saúde do Estado vai promover vacinação em estações rodoviárias, feiras livres e outras áreas de concentração de pessoas.