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PRESÍDIOS
Rebelião de três horas em Guarulhos deixa um morto

SÃO PAULO – Um preso foi assassinado ontem na Penitenciária Adriano Marrey, em Guarulhos, durante rebelião no fim do horário de visitas e manteve como reféns quatro funcionários do presídio. Outros 16 parentes de detentos teriam se recusado a deixar o presídio. Segundo testemunhas, tiros foram ouvidos no interior da prisão. De acordo com a Polícia Militar, os disparos foram feitos por agentes penitenciários para conter os detentos.

A rebelião durou três horas – começou às 17h. De acordo com a secretaria, ela foi liderada por seis presos que exigiam ser transferidos da penitenciária. Às 20h, segundo a secretaria, os quatro agentes foram libertados e os parentes saíram da cadeia.

A penitenciária é uma das 29 que se rebelaram no dia 18 no movimento patrocinado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Naquele dia, 25% dos 94 mil presos do Estado participaram do movimento, fazendo 10 mil reféns. As rebeliões deixaram 20 mortos, a maioria assassinada em acertos de contas promovidos pelos PCC.

De acordo com o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) de Guarulhos, os presos amotinados dominaram os raios (alas) 1 e 2 da penitenciária. Eles exigiam transferência porque temiam represálias dos outros detentos por causa do motim de duas semanas atrás.

Em Araraquara, oito detentos da Penitenciária da cidade paulista, rebelaram-se, pedindo transferência para outros presídios que não a Casa de Custódia de Taubaté. A tentativa de fuga de um detento em meio aos visitantes, pouco antes das 18h de ontem, no final do horário da visita, teria provocado o motim no Pavilhão B. A polícia cercou a penitenciária e já foram ouvidos 10 disparos de arma de fogo dentro da cadeia. Dois agentes penitenciários foram tomados como reféns.

RIO – Agentes penitenciários do Instituto Penal Vicente Piragibe, em Bangu, evitaram no final da tarde de ontem uma fuga no pavilhão E do presídio. A ação aconteceu por volta das 18h30 e a fuga frustrada acabou resultando em um princípio de rebelião, também contornado pelos funcionários do Desipe. Policiais do 14º BPM (Bangu), que fazem a guarda externa da cadeia, chegaram a se posicionar para invadir o presídio, mas a intervenção não foi necessária.

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Jornal do Commercio
Recife - 05.03.2001
Segunda-feira

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