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COMO REALIZAR, A BAIXO CUSTO, UM PROGRAMA DE DETECÇÃO EM MASSA, CAPAZ DE ATENDER UMA MAIOR DEMANDA DE PACIENTES por Dr. Jaime de Queiroz Lima e James Anthony Falk, Ph. D.* A insuficiência de exames preventivos no Brasil, onde apenas cerca de 10% da população tem acesso a esse tipo de exame, fez com que o Hospital de Câncer de Pernambuco, através do Programa de Detecção de Fatores de Risco do Departamento de Controle e Prevenção, sugerisse às autoridades responsáveis pela saúde pública (nas instâncias federal, estadual e municipal) a única maneira viável de aproveitar os escassos recursos destinados a programas de prevenção em massa desta forma de câncer, que apesar de efetivo em 100% dos casos, continua a ser responsável por uma alta taxa de incidência e mortalidade. A sugestão prática e facilmente executada relaciona-se à identificação dos grupos de risco (baixo, médio e alto) e no estabelecimento de critérios, baseados no seguinte esquema: pacientes de baixo risco, realizam exames a cada dois anos; pacientes de médio risco, anualmente; e pacientes de alto risco, semestralmente. O que é Consulta Informatizada? É um procedimento para avaliar o grau de risco que as pessoas apresentam, através de resposta a um questionário previamente elaborado, visando as formas de câncer mais freqüentes entre nós, tanto para homens como para mulheres. Através das respostas, inseridas num sistema informatizado, traçamos o perfil individual de risco de cada avaliado, de maneira personalizada, enquadrando o entrevistado em faixas de risco: baixo, médio e alto. As pessoas identificadas como de alto risco, para qualquer tipo de câncer, serão priorizadas para serem submetidas a uma vigilância mais intensa. O fato de ter ALTO RISCO, não significa, necessariamente, que a pessoa vai ter câncer, assim como ela pode ter um baixo risco e vir a desenvolvê-lo. É uma análise de probabilidades. Conhecendo seus fatores de risco, a pessoa pode estabelecer critérios e comportamentos que diminuirão as chances de desenvolver a doença. * Jaime Queiroz é médico; chefe do Departamento de Controle e Prevenção do Hospital do Câncer de Pernambuco e James Anthony Falk é assessor do Grupo de Pesquisa do Hospital do Câncer de Pernambuco |
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