![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
FOLIA PMs acertam passo na avenida
O bloco desfilou pela nona vez e trouxe como novidade a Garota Camburão 2001 e o hino da agremiação, de autoria de Gustavo Bezerra Tiné Na terra do frevo, maracatu e papangu sempre há um motivo a mais para esticar o Carnaval. Ontem, quatro dias após a Quarta-Feira de Cinzas, policiais e bombeiros militares de Pernambuco que trabalharam durante o Carnaval deixaram as fardas em casa e caíram no passo atrás do Camburão da Alegria. O bloco desfilou na Avenida Boa Viagem, à tarde, ao som de sete trios elétricos. Dois bonecos gigantes (Cobaia e Parceria), estandartes e um público estimado em mais de 120 mil pessoas fizeram a festa no nono desfile do Camburão da Alegria. Este ano, a agremiação trouxe duas novidades para a avenida. Uma foi a apresentação da Garota Camburão 2001, Rensch Reiva Alves de Melo, 18 anos. A outra foi o hino do bloco, de autoria de Gustavo Bezerra Tiné. A letra foi interpretada pelo cantor Norberto Borba Cavalcanti. Uma das estrofes resume bem a origem do bloco: Eu vi o Carnaval passar na avenida olhando pra vocês/Do Galo ao Bacalhau/Cumpri o meu dever oficial/Hoje é meu dia de folia, sou Carnaval. O hino e a Garota Camburão foram escolhidos no baile da agremiação, realizado sexta-feira. Também este ano, o Camburão da Alegria fez sua primeira apresentação fora do Estado, na cidade de Natal (RN). Pretendemos torná-lo um bloco nacional, desfilando em outras cidades a partir de 2002, com a participação dos policiais e bombeiros militares dessas localidades, diz o diretor do bloco, tenente-coronel José Almeida Correia. FOLIÕES Policiais de todos os níveis hierárquicos, do soldado ao coronel, participam da brincadeira, que acontece entre o Castelinho e o Segundo Jardim de Boa Viagem. O bloco é aberto a toda a população, é uma forma de integrar o policial e a sociedade, diz o tenente-coronel José Almeida Correia. Susana Abreu, sargento do Batalhão Feminino, e a amiga Luciana Duarte fantasiaram-se de tenista. É uma homenagem a Gustavo Kuerten. Desde 1993 a gente sai com uma fantasia diferente, explicam. A aposentada Luzinete Vieira da Silva, 66 anos, não tem parente policial, mas faz questão de brincar no bloco, vestida com o kit da agremiação. O que eu gosto é de Carnaval, diz Luzinete. A escriturária Luciana Maria da Silva acompanha o bloco desde o primeiro desfile, com uma turma de parentes de policiais. Eles estavam fantasiados como educadores de rua. Somos 18 no grupo, brincando e levando a mensagem da paz no trânsito, diz Luciana. |
|