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ACIDENTE Família de Maurício Reis decide processar o DER
A família do cantor Maurício Reis, morto no ano passado em um acidente de carro na rodovia PE-109, está processando o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER). Marlete Inácio da Costa, viúva do cantor, afirma que o marido morreu porque não havia placas sinalizando as condições da estrada. Ela deu entrada em uma ação na Segunda Vara de Justiça de Gravatá, no final do ano passado, pedindo indenização por perdas e danos.
“Não estipulamos o valor da indenização, deixamos isso para o juiz”, diz Marlete Inácio. Segundo ela, o documento foi encaminhado à Procuradoria Regional do DER em Caruaru no dia 8 de fevereiro último, logo após o término do recesso do judiciário. A instituição tem um prazo de 60 dias, que se encerra no dia 8 de abril, para apresentar sua defesa, por escrito. “Maurício está fazendo muita falta, tanto para a família quanto para os fãs”, declara Marlete.
Ídolo da música brega, Maurício Reis morreu no dia 22 de julho de 2000 quando o carro que o conduzia, um Fiat Tempra, afundou nas águas da Barragem do Prata que haviam inundado a pista da PE-109 por causa das fortes chuvas que caíam na região. O acidente aconteceu no distrito de Alto Bonito, em Bonito, no Agreste. Maurício Reis havia saído de Gravatá, onde morava há sete anos, para fazer um show em Xexéu, na Zona da Mata Sul.
O carro estava sendo guiado pelo filho do cantor, o tecladista Maurício Inácio Costa, que sobreviveu ao acidente. Nascido na cidade de Santa Rita, na Paraíba, João Maurício da Costa adotou o nome artístico de Maurício Reis e teve uma carreira de 29 anos. Conhecido no Nordeste como o “Cantor das Rosas”, ele gravou 27 álbuns, entre LPs e CDs. Seus maiores sucessos são Verônica e Mercedão Vermelho. “Ele conhecia aquela estrada muito bem e se tivesse uma placa avisando que a pista estava inundada, ele teria voltado com vida para casa”, diz.
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