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COMPORTAMENTO Botija achada em Salgueiro só tinha muito dinheiro velho Convertidas em Real, as notas valeriam R$ 340 mil. Quem achou continua na miséria e sonhando em fazer fortuna com um caminhão usado POR EMANUEL ANDRADE
A botija, feita numa caixa de madeira coberta com folha de zinco, estava enterrada no terreno onde se instalava a casa do bem sucedido comerciante, na periferia de Salgueiro. Como há cerca de 30 anos Liberal vive com a mãe na cidade de Petrolina, foi preciso fazer dezenas de viagens à terra natal, na tentativa de localizar o prometido presente. "Meu avô dizia que tinha um tesouro guardado para mim, sem revelar o que era. Só apontava que estava dentro de casa e pedia para evitar confusão", conta Ivanildo, revoltado por não ter descoberto a 'fortuna' a tempo de usufruir dela. Ao abrir a caixa já danificada pelo cupim, veio a verdadeira surpresa ao se deparar com uma infinidade de notas de 200 e 500 cruzeiros, 5 mil cruzados, 1 mil cruzeiros de Reais, 50 cruzados novos e muitos outros valores. "Passei mais de dez anos procurando por isso e acabei perdendo o rumo de minha vida, ao ser abandonado pelas duas mulheres que tive", lamenta Ivanildo, chorando. Segundo ele, as ex-esposas não suportaram as constantes viagens que fazia com o objetivo de localizar o 'tesouro' do avô que era um bem sucedido dono de engenho no Sertão. O sonho do carregador, que vive numa humilde casa com a mãe e duas filhas, fruto do 'primeiro casamento, é conseguir uma recompensa de pelo menos a metade do dinheiro. Ele argumenta ser um homem analfabeto sobre a economia nacional e diz não ter culpa de ter encontrado o dinheiro com tanto atraso. No entanto, quer uma oportunidade para ir ao programa do Ratinho ver se consegue sensibilizar o Banco Central. "Se eu conseguir um caminhão usado para trabalhar e uma carteira de habilitação pode ter certeza que estarei milionário", confessou Liberal. |
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