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TELEFONIA
Operadoras de celular buscam acordo para envio de mensagens

Atualmente, as mensagens curtas só podem ser trocadas entre usuários da mesma empresa, além da restrição da área de envio. Comitê estuda formas de criar um sistema único para todo o País

POR ANA ARAGÃO

O Comitê Gestor do Roaming entre as operadoras de telefonia celular está estudando as regras para a criação de roaming para o serviço de mensagens curtas enviadas de um para outro aparelho celular. Por enquanto, o Short Messages Service (SMS), como é chamada tecnicamente a facilidade, só pode ser feito entre usuários da mesma companhia. No caso de viagens para fora da área de cobertura, o uso do SMS depende de acordo entre as operadoras. As discussões giram em torno da forma de remuneração e cobrança pelo uso roaming, pois o SMS é transmitido por um canal diferente do usado para a conversação.

Mesmo com esta dificuldade e com os poucos usuários ainda adeptos ao SMS, as operadoras brasileiras comemoram o volume de mensagens transmitidas. No caso da TIM, que tem 1,8 milhão de clientes na banda A entre Alagoas e Piauí, as 10 mil mensagens diárias registradas no primeiro mês do lançamento TIM Flash, nome comercial do SMS da banda A, foram multiplicadas por dez. “Este número vai crescer ainda mais”, aposta o gerente de marketing da TIM, Harold Kelly. O otimismo se justifica pelo fim da comercialização dos modelos de aparelhos de celulares sem o recurso que permite a troca de mensagens.

Desde o início deste ano, todas as novas habilitações estão sendo feitas com celulares da série I, os únicos que dispõem do recurso necessário ao SMS. Kelly não revela os números, mas admite que o percentual dos clientes que usam o recurso ainda é pequeno, diante da base de assinantes da TIM.

O executivo explicou que o início da cobrança pelo uso do SMS, em dezembro de 2000, provocou uma queda na movimentação diária de mensagens, que chegou a 30%. “Desde janeiro, o volume vem crescendo”, garante. Atualmente, o TIM Flash custa R$ 0,19 por mensagem enviada.

A BCP, operadora da banda B, prefere não revelar os números relativos ao SMS entre seus 800 mil clientes, em toda área. Mesmo assim, a companhia garante que o Digi Mail, nome comercial do produto, tem boa aceitação. “O início da cobrança não teve como conseqüência imediata a redução do volume de mensagens”, diz Peter Siqueira, gerente da Divisão de Produtos da BCP. Segundo ele, isto aconteceu devido a estratégia da operadora, de “sempre deixar claro ao cliente que o serviço não seria grátis”.

O uso do SMS na BCP é limitado aos clientes que compram dois tipos de pacotes de serviços, um que custa R$ 7,50 e inclui outras facilidades, com um lembrador de compromissos, um aviso de recepção de e-mail e notícias. O outro pacote é mais simples, custa R$ 3 e não inclui outros serviços. O primeiro pacote tem uma franquia de 120 mensagens por mês e o segundo, 60 mensagens.

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Jornal do Commercio
Recife - 05.03.2001
Segunda-feira