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PERNAMBUCANO Unibol resolve jogar e goleia Em plena guerra jurídica para voltar à 1ª divisão do Pernambucano, o clube decide disputar a Segundona para não se complicar ainda mais POR JOÃO MARCELO MELO Para colocar em atividade a equipe e não aumentar ainda mais os gastos com advogados, o Unibol entrou em campo no último sábado para enfrentar a Cabense, confirmando a sua presença na 2ª divisão do Campeonato Pernambucano. E venceu de goleada: 5x2 (ver matéria ao lado). De acordo com o presidente do clube, Felipe Dantas, a decisão por disputar a Segundona foi tomada por não atrapalhar em nada a batalha jurídica em que está envolvido para garantir vaga na 1ª divisão. Haveria um prejuízo jurídico maior, o Unibol teria que gastar ainda mais para se defender das punições previstas, diz o advogado do clube, Luciano Hostings. Além disso, estamos sustentando um time parado, com dificuldade até para acertar amistosos, completa Felipe Dantas. Caso a Justiça Comum dê ganho de causa ao Unibol, tanto a primeira como a segunda divisão do Pernambucano 2001 poderão ser anuladas. Com uma equipe estruturada para jogar na elite estadual, o Unibol terá que encarar a dura realidade da Segundona. Sua despesa mensal com salários e manutenção do Centro de Treinamento gira em torno de R$ 40 mil mensais. Enquanto na primeira divisão o Unibol teria a receber por mês algo entre R$ 25 mil e R$ 30 mil (referentes às cotas de TV e do Programa Futebol Solidário), na divisão de acesso não receberá nenhum centavo. Disputar a segunda divisão é um grande sacrifício que se faz para alcançar a elite, reconhece José Joaquim, vice-presidente da FPF. As equipes contam com a bilheteria das partidas em casa e com patrocínios modestos, mas precisam pagar ainda a arbitragem, o INSS e o delegado do jogo. Segundo Joaquim, alguns clubes obtêm boas bilheterias, o que permite equilibrar o balanço financeiro. Sete de Setembro (Garanhuns), 1º de Maio (Petrolina) e o Serrano (Serra Talhada) têm uma média de público muito boa. EM 2000, a média da competição foi de quase 1.500 pagantes, maior que a da primeira divisão do Campeonato Sergipano. Este, no entanto, não é o caso do Unibol. Por ser um clube recente, sem tradição ou torcida, o lucro com bilheteria é insignificante. Para a atual temporada, acertou uma parceria com a Prefeitura do Paulista e promoveu uma reforma no gramado do Estádio Municipal Ademir Cunha, onde sediará suas partidas. Na Segundona, o preço do ingresso varia entre R$ 2,00 e R$ 3,00 e a maioria dos jogos ocorre no início da tarde para economizar energia. |
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