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COMPORTAMENTO III
Manual de convivência

Segundo os psicanalistas, para se ter uma convivência saudável, sem conflitos ou separações traumáticas, os pais precisam conhecer os desejos do filho e saber negociar. Ser intransigente demais ou extremamente liberal não é a solução. A melhor forma de se estabelecer regras é conversar sobre todos os temas para se chegar a um consenso. Veja as dicas:

NAMORO EM CASA:

Para alguns pais, deixar os filhos levarem namoradas para dormir em casa pode ser um verdadeiro escândalo. Já para outros não. Em ambos os casos, a conversa é fundamental, para se evitar imposições que possam causar conflitos. O ideal é que as duas partes cheguem a um acordo, sem a necessidade de uso de poder. Dessa forma, o filho pode entender que os pais não gostam que ele durma com a namorada em casa, por exemplo, mas sem sentir sua liberdade comprometida.

DESPESAS:

Colaborar com as contas do fim do mês pode fazer com que o filho não se sinta totalmente dependente, além de contribuir para a auto-estima. Por isso, aceitar a contribuição pode ser extremamente saudável. Por outro lado, exigir o pagamento de contas e vincular isso à moradia pode fazer com que a vontade de sair de casa seja cada vez maior. O ideal é estabelecer as contas a pagar de acordo com as possibilidades de cada um.

ORDEM NA CASA:

Respeitar os horários e os estilos de vida de pais e filhos é importantíssimo para uma convivência harmoniosa. Se um gosta de chegar tarde em casa e o outro de dormir cedo, o ideal é estabelecer regras que beneficiem a ambos como, por exemplo, sempre levar a chave de casa e não fazer barulho.

NA HORA DE SAIR:

Quando o filho demonstrar o desejo de sair de casa, mostrar indiferença ou fazer do episódio um drama só vai complicar a situação. Perguntar o motivo da saída, avaliar a situação e dar conselhos é a melhor solução. Quando a saída for inevitável, a alternativa é pensar que esse é um processo natural e dar todo o apoio.

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Jornal do Commercio
Recife - 04.03.2001
Domingo