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CONGRESSO
Oposição volta a discutir o
pedido de cassação de ACM
BRASÍLIA - O PT recuou mais uma vez e vai apresentar junto com o PPS, amanhã, pedido ao Conselho de Ética do Senado de abertura de investigações contra o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). O pontapé inicial é a convocação de ACM para explicar a suspeita de fraude no painel de votação durante o exercício na presidência da Casa. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sugeriu que ACM seja ouvido já na terça. Segundo Suplicy, o PT só apresentará um pedido de cassação de ACM caso seja comprovada a violação. Há duas semanas foi divulgada a informação de que ACM sabia como os senadores votaram no processo de cassação do ex-senador Luiz Estevão.
O PPS também aceitou discutir a proposta de criação de uma CPI sobre os escândalos envolvendo ACM e o Governo, especialmente ministérios comandados pelo PMDB. Defendem a proposta, além do PPS, o PT e o PDT. O Governo, porém, vai trabalhar para impedir a criação da CPI. O líder governista na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), questionou a validade da iniciativa. “O Governo não teme CPI, mas qual é o fato novo para justificá-la? Não tem nada concreto, é tudo rumor.” Na avaliação de Madeira, toda a movimentação de ACM só tem uma razão: sua intenção de candidatar-se à presidência em 2002.
Após visitar os familiares do governador Mário Covas, ontem, no Incor, em São Paulo, ACM ridicularizou a iniciativa de cassação contra ele. "O processo de cassação é uma bobagem sem limites. Até porque, a meu ver, o painel é inviolável", afirmou. No Incor, ACM se recusou a falar sobre política, mas fez ataques indiretos ao presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Mário Covas foi o homem mais importante do PSDB desde a sua fundação até hoje”, disse. Quando questionado se o governador licenciado seria mais importante que FHC, ACM ficou em silêncio. O senador, inclusive, se manteve calado diante de todas as perguntas dos jornalistas sobre as perguntas políticas. “Eu vim visitar Covas, um homem de bem, digno. Não vou ser deselegante e misturar isso com assuntos políticos.”
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Jornal do Commercio
Recife - 05.03.2001 Segunda-feira
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