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FERNANDO DE NORONHA III
“Arquipélago precisa ter sustentabilidade”

Estimular a população para um desenvolvimento de responsabilidade, incorporando ao arquipélago projetos e convênios de favorecimento turístico e social. É isso que busca o plano de gestão da atual administração da ilha de Fernando de Noronha, comandada por um dos ex-assessores do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Salles.

De acordo com Salles, o lugar, embora ofereça uma infra-estrutura de qualidade para os seus moradores e visitantes, ainda tem muito o que melhorar nesse sentido. “Desde que assumi o cargo, tenho trabalhado na preparação de Fernando de Noronha para que ela seja incluída em projetos de desenvolvimento turísticos do Estado. No entanto, para que isso ocorra, é necessário que a ilha tenha sustentabilidade própria. Como a principal fonte de renda é o turismo, uma das maiores prioridades do nosso governo é investir nesse setor. É por isso que não temos hesitado na hora de firmar parcerias, como essa que gerou o projeto Cores de Noronha”, observa.

Segundo o administrador, todos os empreendimentos, inclusive esse que está prestes a ser iniciado, têm como ponto de partida a preservação do local. “Atraímos uma média de 450 turistas por dia, por isso, embora esse número varie para mais ou para menos, conforme a época do ano, precisamos estar bem para recebê-los. É ai que entra a grandiosidade do Cores de Noronha, que vai atingir todo eixo político da ilha, dando mais vida à fachada de 150 imóveis”, diz Salles, revelando que, há 5 anos, uma medida semelhante já tinha sido tomada em Noronha.

“Da outra vez, a pintura foi destinada apenas aos prédios de valor histórico, o que causou a insatisfação de muitos moradores que também queriam ver as suas casas pintadas”, conta.

ORIENTAÇÃO – Salles avisa também que a administração, juntamente com uma equipe das tintas Suvinil, vai estar acompanhando todo o processo de execução do projeto, bem como estará orientando a população quanto à manutenção da pintura.

Para ele, é muito interessante que a comunidade participe. “Os arquitetos conversaram bastante com os moradores que, em muitos casos, chegaram até a escolher a cor de sua propriedade”, finaliza.(P.D.)

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Jornal do Commercio
Recife - 01.03.2001
Quinta-feira