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MEDICAMENTOS
Rio vai distribuir dez genéricos grátis através da rede hospitalar

RIO – O Instituto Vital Brasil (IVB), entidade do Governo que produz remédios, vai receber R$ 815 mil do Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj) para a fabricação de dez medicamentos genéricos que serão distribuídos gratuitamente à população na rede pública hospitalar dos 92 municípios fluminenses. As drogas começarão a ser produzidas em três meses.

O termo de cooperação entre as duas instituições, assinado ontem, visa à diminuição dos custos de produção e prevê a realização imediata dos testes de bioequivalência e biodisponibilidade em dez remédios já produzidos pelo IVB – exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para torná-los genéricos, que atesta sua eficácia. O IVB pretende iniciar a fabricação tão logo saiam os resultados dos testes.

Os genéricos serão: Eritromicina, que combate infecções respiratórias em crianças; Furosemida, diurético usado para tratar hipertensão arterial; Hidroclorotiazida, outro hipotensor; Mebendazol, vermífugo; Metoclopramida, que atua contra náuseas e vômitos; Metronidazol, anti-parasitário; Propanolol, hipertensivo; Sulfametoxazol, que combate infecções oportunistas em pacientes soropositivos; Prometazina, antialérgico; e Diazepan, tranqüilizante.

Caso os medicamentos fossem vendidos em vez de doados, o Estado estima que eles chegariam ao consumidor por um preço até 45% menor do que os pagos pelos remédios de marca.

A presidente do IVB, Elizabeth Moreira dos Santos, explica que o objetivo, a longo prazo, é que toda a produção da entidade – de 300 mil comprimidos, anualmente – seja registrada como genéricos. “Queremos que, pelo menos na rede pública hospitalar, os remédios de marca desapareçam”, afirmou Elizabeth. A meta do Governo do Estado é que o instituto produza um bilhão de unidades até o ano de 2002.

O presidente da Faperj, Fernando Peregrino, acredita que a produção dos genéricos vai democratizar o acesso da população aos medicamentos.

ASPIRINA – O Grupo EMS-Sigma Pharma, de Hortolândia (105 quilômetros de São Paulo), foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a produzir o primeiro genérico do analgésico e antitérmico Aspirina. A diferença de preço, segundo a assessoria da EMS, será de cerca de 40%. A Novalgina e o Tylenol, outros antitérmicos e analgésicos, já têm respectivamente seus genéricos Dipirona e Paracetamol, lançados no ano passado pela EMS.

Segundo a EMS, o genérico da Aspirina (ácido acetil salicílico) será encontrado em embalagem de 500 mg, com 20 comprimidos, por R$ 2,05. O remédio da Bayer custa R$ 3,27. O genérico também estará em embalagens de medicamento de multinacional alemã sai por R$ 30,80.

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Jornal do Commercio
Recife - 05.07.2001
Quinta-feira

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