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SAÚDE PÚBLICA II
Jaboatão inicia trabalho de desratização

Dois dias depois da morte da professora Elisabete Regina Alves Santiago, 42 anos, vítima de leptospirose – doença provocada por bactéria presente na urina do rato – técnicos da Cordenadoria de Limpeza Urbana e da Vigilância Sanitária de Jaboatão iniciaram ontem um trabalho de desratização e limpeza da Rua Francisco Mendes, em Piedade, onde ela residia. O objetivo é prevenir a incidência da doença e desobstruir a rua e suas cinco transversais. O número de casos registrados em Pernambuco diminuiu cerca de 70%, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, em relação ao ano passado.

Seis caminhões-caçamba, dois tratores e 45 homens trabalharam durante todo o dia limpando e capinando as ruas. O principal problema encontrado pelos técnicos foi a quantidade de lixo jogado nas canaletas e no canal Pedro Simón. “A população precisa se conscientizar de que, se entupir o canal, a água da chuva não vai ter para onde ir”, ressalta o coordenador da operação, Fernando Moreira. Quanto ao combate aos transmissores, a Vigilância Sanitária iniciou um programa emergencial de desratização na área.

Inicialmente, 100 casas serão beneficiadas com o programa, que consiste na colocação de blocos parafinados de veneno nas residências, para eliminar os animais. “Cada casa vai receber de três a seis blocos”, explicou o diretor de Vigilância Sanitária, Cleyson Galamba. “A vantagem dos blocos raticidas é que a substância existente no veneno agrada apenas aos ratos, não oferecendo perigo às crianças nem aos animais domésticos.”

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Jornal do Commercio
Recife - 05.07.2001
Quinta-feira