Depois de iniciar uma greve de forma moderada, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) resolveu pressionar o Governo do Estado de forma mais enérgica, fechando três das seis delegacias que estavam de plantão. O comando de greve conseguiu parar o atendimento nas delegacias de Prazeres, Cordeiro e Casa Amarela. Para não deixar a população desassistida, a Chefia de Polícia Civil concentrou as equipes de plantão de Prazeres em Boa Viagem, de Casa Amarela em Olinda e do Cordeiro em Santo Amaro.
De acordo com a chefe de Polícia Civil, Olga Câmara, o esquema de plantões precisou ser revisto, mas todos os flagrantes na região metropolitana serão feitos, já que as equipes das três delegacias fechadas foram deslocadas e continuam respondendo por sua área de abrangência. “Apenas as instalações físicas das delegacias foram fechadas, mas os plantões continuam funcionando em Santo Amaro, Boa Viagem e Olinda, além de equipes de prontidão na Delegacia de Homicídios e na DPCA”, afirmou Olga Câmara. A chefe de Polícia informou, também, que as comunicações de roubos e furtos de veículos devem ser feitas na coordenação de plantão, na Rua da Aurora.
A diretoria da Polícia Civil e o presidente do Sinpol, Henrique Leite, participaram de uma reunião na manhã de ontem. O sindicalista solicitou que a delegada Olga Câmara agende uma reunião com o secretário de Administração Maurício Romão para discutir a greve. “Por enquanto, vamos continuar visitando as delegacias para conscientizar os colegas de trabalho. Uma comissão do sindicato viajou para o interior e já conseguiu a adesão em muitas cidades”, disse Henrique Leite.
O presidente do Sinpol também esclareceu que o trabalho do Instituto de Medicina Legal está assegurado mesmo durante a greve. “Até os corpos que chegam ao IML sem qualquer documentação estão sendo identificados pelo Instituto Tavares Buril. Deixamos uma equipe de plantão exatamente para atender esses casos que são considerados essenciais”, assegurou.
A assessoria de comunicação da Secretaria de Administração informou que, pelo menos até a tarde de ontem, não havia nenhuma reunião agendada com o Sindicato dos Policiais Civis. Ainda conforme a assessoria, a Procuradoria Geral do Estado pediu a decretação da ilegalidade da greve e a decisão judicial deve ser definida hoje, pela 1ª Vara da Fazenda Estadual.