Para o consumidor final, o litro da gasolina deve aumentar, em média, 8,33%. O do diesel, 6,5%. E o botijão de gás de cozinha, 2,60%
BRASÍLIA – O Governo Federal anunciou ontem os percentuais de reajuste dos derivados de petróleo que entram em vigor a partir da zero hora de amanhã. O preço do litro da gasolina subirá 10,42% nas refinarias, o que resultará num repasse médio de 8,33% nos postos de abastecimento. Esse percentual, no Grande Recife, elevaria o preço para cerca de R$ 1,75. No caso do litro do diesel, o aumento nas unidades de refino será de 8,27%. A previsão é de que na bomba o litro desse combustível sofra um reajuste médio de 6,5%.
O gás liquefeito de petróleo (GLP) – o gás de cozinha – terá um reajuste menor: 4,34% nas refinarias. Para o consumidor, o GLP ficará 2,6% mais caro. Os índices foram divulgados ontem pelo secretário Especial de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, e pelo assessor especial do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida.
Considera previu que, se a cotação do barril do petróleo e a variação cambial mantiverem o mesmo comportamento do último trimestre, não haverá necessidade de novo reajuste. Porém, para que isso ocorra, será necessário que o dólar médio fique em R$ 2,15 e o barril do petróleo brent tenha uma cotação média de R$ 26,60. Este ano, segundo cálculos do Governo, o repasse para os preços dos derivados ficou em 4,34%, levando em conta que, em abril, o preço do litro da gasolina teve uma queda de 5,51% nas refinarias e o litro do diesel sofreu uma redução de 3,63%.
O reajuste dos preços de derivados de petróleo, segundo Considera, terá um impacto da ordem de 0,38 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (ICPA). O secretário explicou também que o Banco Central, na última previsão de inflação para o ano de 2001, já contabilizou o aumento dos preços dos derivados de petróleo. O BC já havia incorporado estas variações, enfatizou Considera.
A equipe econômica está atenta também para o resultado da Parcela de Preço Específica (PPE), uma espécie de fundo que será usado para o Tesouro Nacional saldar uma dívida de R$ 2,95 bilhões, valores de dezembro do ano 2000, para com a Petrobrás.Esta dívida refere-se aos subsídios que a estatal concedeu no passado para segurar os preços dos derivados. Considera disse que a expectativa é de uma arrecadação de R$ 3,2 bilhões com a PPE.