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AGRICULTURA
Plano Agrícola atende reivindicações do NE

Todas as reivindicações dos produtores e criadores nordestinos foram atendidas pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento no próximo Plano Agrícola, que vigora de julho deste ano a junho de 2002. O Plano, que prevê linhas especiais de crédito com taxas e prazos diferenciados, passa a considerar atividades, clima e épocas de safra do Nordeste. Estão previstos R$ 9,740 bilhões para crédito de custeio agrícola e pecuário no País, R$ 3 bilhões a mais do que o planejamento passado. Os recursos são repassados pelo Banco do Nordeste e do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Bastante desenvolvida no Vale do São Francisco, a fruticultura teve ampliado de seis anos para oito anos o prazo de pagamento das dívidas de investimento e de R$ 40 mil para R$ 100 mil o limite do financiamento. Para essa linha de crédito, estão previstos R$ 100 milhões. Já o custeio passou de R$ 60 mil para R$ 150 mil o limite. A floricultura, atividade de destaque em Pernambuco, ganhou uma linha de crédito específica, com R$ 30 milhões no total e R$ 50 mil por produtor.

Na aquicultura, foram incluídas duas áreas de destaque no Estado: o peixe surubim e o camarão de água doce. O teto do financiamento subiu de R$ 40 mil para R$ 80 mil, com volume total de R$ 70 milhões. No Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger) Rural, o pequeno empreendedor terá R$ 100 milhões com taxa de 8,75% ao ano para investimento.

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Jornal do Commercio
Recife - 05.07.2001
Quinta-feira