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CUSTO DE VIDA II
Preço caiu de R$ 1,64 para R$ 1,62 de janeiro a junho

O aumento do preço de gasolina determinado ontem pelo Governo Federal será o primeiro deste ano, depois de um período considerável estável pelos empresários do setor. De acordo com dados do Índice de Custo de Vida do Recife, calculado pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no acumulado deste ano até o mês de maio, o preço do litro da gasolina sofreu uma retração de 2,1%. Enquanto o produto é vendido hoje a uma média de R$ 1,62, em janeiro deste ano esse número era de R$ 1,64. Com o aumento anunciado ontem, os preços devem ficar mais caros para o consumidor até segunda-feira.

“Houve período em que o preço da gasolina sofreu aumentos consideráveis, mas acredito que a livre concorrência do setor foi responsável pelo comportamento deste ano”, avalia o pesquisador da Fundaj, Eriberto Marinho. Outro fator decisivo para a retração no preço do combustível neste ano foi um pacote de medidas do Governo Fernando Henrique, lançado em abril último, que determinou uma redução de cerca de 5% do preço na refinaria.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindicombustíveis), Joseval Alves, lembra que o último reajuste oficial do preço da gasolina foi em novembro do ano passado.

Mesmo assim, os aumentos consecutivos realizados durante os dois últimos anos ainda pesam no bolso do consumidor, que no mesmo período não teve correção salarial na mesma proporção. Para se ter uma idéia, a variação do preço do combustível de junho de 2000 para maio deste ano foi de 23,6%.

Considerando a variação de preços da gasolina entre janeiro de 2000 e o mesmo mês de 2001, esse percentual foi de 26,2%. O ano de 1999 foi pior para o consumidor. A diferença do preço médio da gasolina entre janeiro de 1999 e de 2000 foi 42,9%.

O presidente do Sindicombustíveis, Joseval Alves, acredita que até segunda-feira todos os postos estarão com os seus preços reajustados. “Não temos como absorver a majoração. Estamos na ponta da cadeia produtiva e não temos gordura para cortar”, disse Alves. Por outro lado, alguns donos de postos tentarão segurar os preços pelo menos até a segunda-feira. É o caso da empresária Letícia Pereira, proprietária do posto Pólo Pina, de bandeira Ipiranga.

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Jornal do Commercio
Recife - 05.07.2001
Quinta-feira