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CUSTO DE VIDA II
Cesta básica aumenta
1,57% no Recife, de
acordo com o Dieese
O custo da cesta básica no Recife teve um aumento de 1,57% no mês passado em relação a maio. Com isso o trabalhador passou a gastar R$ 97,52 para comprar os 12 produtos que compõem a cesta. Os alimentos que registraram as maiores altas foram o arroz (16,14%); o óleo (7,41%) e o leite (5,65%). Em contrapartida, a manteiga, o feijão e o café tiveram um decréscimo nos preços de 8,43%, 4,49% e 3,66% respectivamente.
Com os novos valores o consumidor de salário mínimo passou a gastar 58,75% de sua renda com alimentação. No cálculo foi descontada a contribuição previdenciária. Os números foram divulgados, ontem, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Segundo o Dieese, o gasto para a compra da cesta básica para uma família de dois adultos e duas crianças no Recife é de R$ 292,56, o equivalente a 1,63 salário mínimo que hoje está em R$ 180.
Das capitais pesquisadas pelo Dieese, o Recife está entre as duas cidades com a cesta básica mais barata. Perde apenas para Salvador, que registrou um custo de R$ 94,58. Porto Alegre tem o preço mais caro do Brasil. Na capital gaúcha os 12 produtos alimentícios custam R$ 127,62, seguida de São Paulo (R$ 127,58) e do Rio de Janeiro (R$ 120,53).
Segundo o Dieese, com base nos valores da cesta básica, o salário mínimo capaz de satisfazer as necessidades do trabalhador deveria ser de R$ 1,072 mil, ou seja, 5,96 vezes maior que o atual.
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Jornal do Commercio
Recife - 05.07.2001 Quinta-feira
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