A imitação da vida não ganha espaço apenas nos telões dos cinemas e nos palcos. A arte de dançar possui a mesma capacidade de contar histórias e, principalmente, emocionar. Várias vidas serão retratadas, amanhã, na sexta edição do Festival de Dança do Recife.
O grupo pernambucano, que abre o evento, Didàgbá Dùdu, no Morro da Conceição, é formado por bailarinos do próprio morro e apresentarão trechos do espetáculo Dúdu In Ilé (negro no mundo). A Cia. de Dança Perna de Palco encena A Festa dos Bichos, trecho do espetáculo inédito A Dança Descobre o Brasil. O Grupo Experimental traz o elogiado espetáculo Quincunce, que conta a trajetória do histórico edifício Holiday. Um dos momentos mais esperados é a performance do Balé Teatro Guaíra (PR) com a coreografia Orikis, de Ana Vitória. O frisson fica por conta do dançarino Neto (MG), que se destaca na dança do ventre.
No domingo, as performances de Cristina Shimizu e Marcos Menha, de São Paulo, comprovam a boa seleção feita pelo organizador Shiro. O duo interpreta o balé Don Quixote, criado em 1869 para o Balé Bolshoi, de Moscou. A obra tem seu ponto máximo no último ato, durante a cena da festa de casamento de Basílio e Quitéria.
Já a dupla de gêmeos Faísca & Fumaça, também paulista, é a primeira dupla de street dance no país. Contam com 22 primeiros lugares em festivais de dança nacionais e internacionais. No Festival, apresentarão Fenômeno, novo trabalho que estréiam no Recife. As atrações seguem no Palco Camaragibe, Teatro do Parque e Praça do Arsenal, até 8 de julho.