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SUBSTITUTOS II
Alex Pinho e Estevam pedem paz nos Aflitos

Lado a lado, duas figuras das mais importantes em toda a campanha do Santa Cruz, este semestre: na zaga, Alex Pinho, na lateral, Estevam. O primeiro, carioca, é conhecido pela disposição em campo. O segundo é mineiro, calmo, e um dos jogadores mais regulares da equipe. Ambos, titulares incontestáveis da equipe.

O que teriam eles em comum, além de atuarem juntos desde o início do ano? Os dois pedem paz no jogo de logo mais, seja entre os torcedores, seja dentro de campo. Segundo Alex Pinho, em vez de jogadores timbus acharem que o jogo de logo mais é uma guerra, deveriam espalhar aos quatro ventos que se trata de um encontro de paz.

“Usam as palavras ‘guerra, ou vamos para pau’, sem saber os desastres que elas podem provocar”, comentou. Diante de tudo que foi falado por parte dos alvirrubros, o jogador teme que se repita a passagem triste vivida pelo Campeonato Pernambucano, quando um garoto morreu, este ano, com um tiro de revólver, logo após o término do jogo Sport e Náutico, na Ilha do Retiro. “O futebol pernambucano viu o quanto aquilo foi ruim.”

O mineirinho Estevam concorda com o companheiro. Ele espera que os torcedores não levem os termos utilizados pelos rivais a sério. “A torcida tem que entender que a guerra, por mais que não concorde com o termo, é dentro de campo, entre nós jogadores”, prega.

Para ele, os torcedores devem ir a campo somente para torcer, e não fazer bagunça. “Quando cheguei no Recife, não pensei que existisse esse tipo de coisa.”

Sobre uma catimba mais do que anunciada para o jogo de logo mais, Estevam declara que o time do Santa Cruz está preparado para jogar bola, nada mais. “Caso eles façam esse tipo de jogo, vai ser melhor para a gente, pois estaremos muito calmos na partida”, diz.

Alex Pinho assina embaixo sabendo, porém, que será uma jogo bastante nervoso, como tem ocorrido nos encontros entre Santa Cruz e Náutico, nesse campeonato. “Mas estamos preparados para para tudo que acontecer”, conclui.

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Jornal do Commercio
Recife - 05.07.2001
Quinta-feira