BRASÍLIA – Entusiasmado com o crescimento das intenções de votos em favor de sua candidatura à Presidência, registrado nas últimas pesquisas de opinião, o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB) descartou ontem possíveis alianças, a hipótese de ser vice em qualquer chapa de oposição e fez críticas aos adversários. O programa econômico do PT foi um dos seus principais alvos.
“Não considero que tempo de TV seja fator decisivo numa campanha. Se fosse assim, o doutor Ulysses (Guimarães, do PMDB) teria ganho as eleições em 89. As alianças devem se dar em função de programas e o único que apresentou um pré-programa até agora foi o PT. Aliás, um programa muito liberal. Se eu não tivesse visto o programa, pensaria que ele foi feito por Malan (ministro Pedro Malan) e Armínio Fraga (presidente do Banco Central)”, alfinetou o governador.
Com a expectativa de crescer nas pesquisas de opinião, Garotinho descartou ontem a possibilidade de abrir mão da candidatura e aceitar ser vice em outra chapa. Ele admitiu que o governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, chegou a lhe sugerir que “seria um ótimo vice” para o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu disse a ele que não sou candidato a vice do Lula, nem de ninguém. Entre ser vice e ser governador do Rio, prefiro ser governador”, afirmou.
O governador também rejeita a tese de que sua candidatura estaria dividindo a oposição: “Porque eu não tenho direito de ser candidato? Porque o PSB tem de ser obrigado a apoiar o PT a vida inteira? O Lula já foi candidato três vezes e perdeu. Será que não está na hora de ele apoiar alguém?”.