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PESQUE-PAGUE
Sossego e diversão pertinho do Recife

Existem vários locais no Estado onde se pode fazer uma boa e fácil pescaria em lagos cheios de peixes de espécies variadas. Alguns locais, inclusive, oferecem criações com espécies naturais de outros países

por DANIEL LEITE
Especial para o JC

Um belo dia de sol, toda a família reunida e uma boa e próspera pescaria. Tudo isso parece ser uma utopia diante do estresse do dia-a-dia, mas não é. Para resgatar momentos como esses, os pesque-pagues instalados em várias cidades do Estado oferecem um completo serviço de pesca amadora para quem quer esquecer os problemas e desfrutar de muita tranqüilidade e diversão em meio à natureza.

A pesca amadora é um dos esportes mais praticados no País. A grande diversidade de peixes dos rios e lagos brasileiros favorece a prática, hoje um dos projetos mais bem-sucedidos da Embratur, que fez um mapeamento completo dos melhores pontos para os adeptos do hobby no Brasil.

PERNAMBUCO – Algumas fazendas do interior de Pernambuco, por sua vez, se encarregaram de criar várias espécies em cativeiro para serem fisgadas como mais uma forma de lazer e de relaxamento.

“O peixe fica bem mais gostoso se degustado depois de uma boa briga. Comprar peixe em supermercado não tem graça alguma”, brinca José Coelho, proprietário do Paraíso das Águas, no Curado 2. Hoje, os serviços de pesque-pague já possuem até infra-estrutura de hospedagem e são uma ótima opção de entretenimento para os amantes da pesca nos finais de semana.

Em Nazaré da Mata, a 74 quilômetros do Recife, o pesque-pague Santa Fé possui, além de quatro açudes de pesca com vários tipos de peixes, um serviço de hotelaria com dez suítes para casais. A diária fica por R$ 40, com direito a passeio de cavalo e charrete, bica, trilhas e restaurante com cardápio à la carte. Entre as espécies de peixes cultivadas no local, a tilápia vermelha é sempre muito desejada pelos clientes por causa de sua beleza e tamanho. “É o peixe que mais se adapta às condições da nossa região”, comenta Marcelo Didier, responsável pela área no Ministério da Agricultura.

DIFERENCIAL – Para quem gosta de peixes diferentes, o pesque-pague Aquárius, localizado em Bezerros, a 107 quilômetros, possui espécies variadas. O bagre africano, a tilápia de Honduras e a Nilótica do Rio Nilo são alguns deles. O espaço também oferece passeio de lancha e uma romântica seresta noturna nos finais de semana.

Outro espaço bem interessante e com muitas atrações é o mencionado Paraíso das Águas, no Curado 2. Lá, está um grande número de reservatórios de criação e lagos para pescaria. São 4 criatórios e 9 lagos, além de piscina, videokê e até armadores de rede para aquele cochilo depois da farra.

Mais perto do Recife, em Olinda, um pesque-pague que está atraindo muitos pescadores por ser de fácil acesso é o Coqueiral. No lugar, existem seis amplos açudes com diversas espécies. O cliente também pode comer o pescado na hora, pagando R$ 7. O espaço está aberto aos sábados, domingos e feriados.

CONTROLE - O Ministério da Agricultura é o responsável pelo controle da atividade desde 1999. “A pesca amadora era controlada pelo IBAMA, incluindo os pesque-pagues do Estado. Depois de uma medida provisória do Governo Federal, o Ministério assumiu a responsabilidade pela fiscalização”, explica Marcelo Didier.

A atividade não está sendo prioridade para o órgão, mais preocupado com a pesca da lagosta no litoral de Pernambuco. “Não existe, ainda, fiscalização suficiente no controle da criação de peixes em reservatórios, mas essa é uma das nossas metas para o próximo ano”, completa.

Serviço

Paraíso da Águas(Curado 2:(081)3452.1286
Coqueiral(Olinda):(081)9119.0795
Santa Fé (Nazaré da Mata):(081)3633.1254
Aquárius (Bezerros):(081)9977.2644

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Jornal do Commercio
Recife - 05.07.2001
Quinta-feira