O grupo Danelle está investindo R$ 2 milhões na indústria e assumiu a administração por 12 meses. Depois desse prazo, decidirá se compra a Plagon
Depois de passar dois anos limitada à 10% da capacidade de produção, a Plagon, indústria de móveis e utensílios de plástico localizada no Cabo de Santo Agostinho, vai voltar a funcionar normalmente. Nesse período, a empresa procurava por um investidor interessado em ajudar a pagar um passivo estimado entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões e retomar a produção. Há pouco mais de duas semanas, foi fechado um acordo com o grupo italiano Danelle, que se compromete a administrar a fábrica por 12 meses e, depois disso, decidir se irá, ou não, exercer sua opção de compra da fábrica.
O investimento inicial foi de R$ 2 milhões e a expectativa é que todas as dívidas estejam quitadas em até cinco anos. Para retornar a capacidade plena de produção, a Plagon tem um problema para resolver: a cota de consumo de energia, calculada com base no período em que a linha de produção estava praticamente parada. “Estamos tentando comprar energia de outras indústrias. A outra saída que temos é comprar ou alugar geradores próprios”, diz Nilzo Magalhães, diretor da Plagon.
ORDEM NA CASA – Na primeira etapa da operação de saneamento da Plagon, está sendo realizada uma auditoria interna, além de estarem acontecendo negociações das dívidas trabalhistas dos antigos empregados. Esse processo pode durar até 90 dias, entre o fechamento dos acordos com os operários e o pagamento das indenizações. A fábrica também está provendo uma manutenção geral nas máquinas para identificar possíveis problemas que tenham sido provocados pelo pouco uso.
A diretoria trabalha com a expectativa de reiniciar a fabricação em 30 dias. A Plagon deverá empregar 80 operários na linha de produção.