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SAÚDE
Ministério Público começa a investigar uso do amianto

Ainda vai dar muito o que falar o projeto do vereador Isaltino Nascimento, que pede a proibição do uso de amianto na construção civil. Depois que tomou conhecimento dos danos causados à saúde pela manipulação do amianto (ou asbesto), em matéria veiculada pelo Jornal do Commercio, os promotores do Ministério Público Solon Ivo da Silva, Geraldo Mendonça, Alda Moura e Ricardo Coelho resolveram entrar com ação investigativa para verificar se o produto é realmente maléfico à saúde humana.

“As promotorias do Consumidor e do Meio Ambiente já notificaram o autor do projeto para apresentar provas de que o amianto tem propriedades cancerígenas em audiência na próxima segunda-feira. Analisaremos o aspecto ambiental e o direito do consumidor de não manipular objetos que possuam essas características”, disse Solon.

Caso o Ministério Público comprove a nocividade do amianto, pode determinar a proibição da fabricação, distribuição, comercialização e consumo de produtos que tenham a substância em sua composição.

A Brasilit, maior empresa fabricante de telhas e caixas d’água, já vem substituindo gradativamente a produção pela nova linha Brasiflex, produzida com uma composição de cimento e fio sintético à base de PVA (polivinila álcool), que substituirá totalmente a fibra de amianto.

Fruto de pesquisa que a Brasilit realizou durante dois anos com o objetivo de buscar uma tecnologia alternativa à utilizada atualmente, a nova linha apresenta características semelhantes aos produtos de fibrocimento em peso, coloração e resistência mecânica, além de vantagens adicionais como maior flexibilidade, maior resistência ao transporte e manuseio na obra e melhor acabamento de superfície.

Todos os novos produtos são submetidos aos testes previstos nas normas da ABNT (NBR 7581) e nas normas internacionais ISO (ISO 9933).

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Jornal do Commercio
Recife - 08.09.2001
Sábado