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MINEIRÃO
Santa quer cozinhar a raposa

Ferdinando Teixeira entende que, passados os 20 primeiros minutos cercando o Cruzeiro, o Tricolor pode fazer a torcida mineira voltar-se contra o time da casa

A expectativa do Santa Cruz para o jogo de hoje, às 16h, contra o Cruzeiro, no Mineirão, é a mesma de quando enfrentou o Vasco, no Rio, há três semanas. Os cariocas estavam em crise e os tricolores tinham como meta, nos primeiros 20 minutos de jogo, segurar o ímpeto dos vascaínos para jogá-los contra sua torcida. No fim, conseguiram um empate de 1x1. Hoje, diante dos cruzeirenses, a tática é parecida.

Os donos da casa montaram uma equipe de estrelas do naipe de Rincón e Edmundo, mas continuam devendo à torcida mineira. Assim, da mesma maneira que fez contra os vascaínos, o Santa quer cozinhar a Raposa dentro de sua toca.

Vindo de uma importante vitória por 2x1 sobre o Flamengo, domingo passado, os jogadores do vice-campeão pernambucano viajaram otimistas, embasados no discurso “temos um time com qualidade e merecemos uma melhor colocação no Campeonato Brasileiro”, sempre proferido pelo técnico Ferdinando Teixeira.

Embora acredite numa evolução da equipe coral no Campeonato Brasileiro, o técnico tricolor tem-se mostrado cauteloso quanto à partida de hoje. “Estamos confiantes, mas o Cruzeiro é uma equipe de grandes peças individuais, que ainda não se encontrou na competição. Por isso, virá com tudo para vencer o jogo”, comentou.

O time tricolor que enfrenta o Cruzeiro esta tarde, em Belo Horizonte, é o mesmo que entrou em campo contra o Flamengo. Ferdinando acredita ter encontrado a fórmação ideal de sua equipe. “Estamos mais encorpados e sabemos do que somos capazes no Mineirão”, ressaltou Ferdinando. Aliás, a mudança da partida do Estádio Independência para o Mineirão, que acaba de passar por uma reforma, foi bem recebida pela comissão técnica e jogadores do Santa.

Para Ferdinando, o estádio estadual, pelas sua dimensão não permite que a torcida mineira faça tanta pressão sobre as equipes de fora. “É como no Arrudão, a torcida não fica em cima dos jogadores”, explicou.

Se o time não traz maiores novidades, pelo menos um jogador espera quebrar um jejum. Trata-se do atacante Grafite, que continua sendo o fiel escudeiro de Ferdinando Teixeira. O treinador confia no seu potencial dentro e fora da área, embora ele ainda não tenha marcado um gol no Brasileirão. São sete partidas sem balançar as redes.

“Isso não preocupa, espero poder desencantar no Mineirão, e ajudar o Santa Cruz”, disse Grafite. Na opinião do técnico, o jogador tem força e vai superar essa fase.

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Jornal do Commercio
Recife - 08.09.2001
Sábado