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ANOREXIA II Belgas trazem de volta o padrão esquelético A esquálida modelo Twiggy (graveto, em inglês) foi a primeira a quebrar, na década de 60, os padrões de beleza que até então valorizavam mulheres curvilíneas, como Brigitte Bardot. Twiggy fez sucesso nas passarelas com o estilo pele e osso. O padrão Twiggy voltou a fazer sucesso na década de 80, com a modelo Kate Moss, que radicalizou a magreza, chegando à anorexia e à bulimia. Foi, assim, muito agredida por representar o lado mais doentio do mundo fashion, aquele que considerava chique o consumo de heroína e exibia o corpo esquelético como símbolo de beleza. Esse cenário se tornou chocante quando profissionais do mundo da moda morreram de overdoses. E Kate Moss lançou um livro confessando que sofria de anorexia, causando um escândalo. Por causa da repercussão negativa, os estilistas passaram a escolher modelos com corpos mais volumosos e aparência mais saudável. Foi assim que fez sucesso a brasileira Gisele Bündchen. Há, porém, estilistas que ainda insistem na ditadura da magreza, sobretudo os adeptos do chamado look belga, que valoriza não só o corpo esquelético como o visual andrógino. E um exemplo, também brasileiro, dessa linha é a top Ana Claudia Michels. |
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