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TECNOLOGIA O fascínio da inteligência artificial Filme Inteligência Artificial reabre debate sobre o tema, que tem experiências em todas as parte do mundo. No Recife, o Projeto Virtus investe no robô Pixel por MÁRCIO PADRÃO Depois da comunicação móvel, das videoconferências e da clonagem, mais uma previsão da ficção científica parece tomar forma no novo milênio. Diversos avanços no campo da Inteligência Artificial (IA) têm surgido na Internet e na Informática, de um chatbot do Projeto Virtus, da Universidade Federal de Pernambuco ao projeto Hal de uma equipe de pesquisadores de Israel. Mas seria uma IA capaz de adquirir consciência e emoções próprias? A clássica questão ainda é motivo de discussão e descobertas na comunidade científica. Grande parte do debate é movido pelo filme A.I. Inteligência Artificial, de Steven Spielberg, que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira. Entretanto, na opinião do professor da UFPE e coordenador de Tecnologia do Projeto Virtus, André Neves, a ficção ainda se aproveita de um paradigma antigo e já superado. Robô é robô, humano é humano. A máquina não é criada para imitar o ser humano, mas para realizar tarefas que o homem não é capaz de efetuar. A Inteligência Artificial opera com variáveis e, a partir delas, oferece soluções, como escolher o melhor caminho para pegar um trem, resume. A experiência do professor no assunto se deve à pesquisa e desenvolvimento do Pixelbot, um programa de chat inteligente (chatbot) que se originou do Alice, software norte-americano que usa a linguagem AIML (em inglês, Linguagem para Marcação de Inteligência Artificial). Nele, o internauta lança frases e perguntas e o computador responde, como se fosse uma pessoa real. A segunda versão-teste do Pixelbot estreou na última segunda-feira no site do Projeto Virtus. Antes ele era capaz de responder coerentemente cerca de 20% das perguntas do usuário, agora o percentual cresceu para 45%. Nossa expectativa é chegar a 65%, o mesmo nível do Alice, diz Neves. Já quanto à possibilidade de seres artificiais ganharem personalidade própria, o professor acha que não é algo impossível de se concretizar. Mas o caminho que a ciência está seguindo não é bem esse, completa Neves. BEBÊ Se esse não é o caminho, esqueceram de avisar à neurolingüista israelense Anat Treister-Goren. Ela é a responsável pelo nascimento de Hal, que tal qual o seu homônimo no filme 2001 Uma Odisséia no Espaço, é um ser pré-programado que se comporta como um ser humano. A diferença é que a inteligência de Hal é como a de um bebê de 18 meses. Hal está sendo educado por meio de aprendizado por experiência, do mesmo modo que as crianças humanas. Em certo momento, pediu a Treister-Goren que levasse bananas para a ida ao parque porque macacos gostam de banana, lembrando de um detalhe de uma história que ouviu outro dia. A neurolingüista lidera o departamento de treinamento da empresa Artificial Intelligence, em Israel, que insere em Hal informações e habilidade de linguagem por meio de conversas. A empresa estima que serão necessários 10 anos para passar no teste do matemático britânico Alan Turing. O teste foi criado para convencer uma pessoa de que um computador é um ser humano. Até agora, nenhuma máquina foi bem sucedida no desafio. Serviço |
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