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HARDWARE
Epson: reinventando o mercado de impressoras

Máquinas com visores, armazenamento de fotos e funcionamento livre de computadores estão entre as novidades lançadas. Empresa direciona negócios para jovens e investe na regionalização

por BRUNA CABRAL
Enviada especial

SÃO PAULO – Sabe aquela previsão de que a tela do PC e a dos dispositivos móveis ainda vão substituir o papel? A Epson acaba de lançar quatro impressoras no mercado brasileiro que prometem incluir a frase no hall de lendas tecnológicas. Os equipamentos, da linha Stylus Photo, trabalham com seis cores em vez de quatro, imprimem sem bordas e ainda fazem uso de uma nova tecnologia chamada PIM (Print Image Matching), desenvolvida pela multinacional em parceria com empresas como Casio, Pentax, Toshiba e Sony para facilitar a comunicação entre câmeras digitais e impressoras.

A investida da Epson no mercado de fotografia digital foi mais longe: a empresa também está lançando no País a câmera digital PhotoPC 3100z. A máquina, de três megapixels, vem com cabo USB e cartão de memória CompactFlash de 16 MB, podendo armazenar até 199 fotos. A câmara, que custa salgados R$ 4,2 mil, também grava até 35 segundos de vídeo digital. “O usuário pode ainda gravar um comentário de até seis segundos para cada foto”, afirma o gerente de Produto da empresa, Rodolfo Bacci.

Entre as impressoras da nova linha Photo Stylus, a que promete chamar mais atenção é a 785 EPX. Isso porque é a única ‘PC free’ da linha, e uma das poucas do mercado. O que isso significa? Ela dispensa o uso de computadores. Pelo menos para imprimir fotos digitais. A 785 EPX, que custa R$ 1.499, possui um pequeno visor LCD, que permite ao usuário visualizar e escolher as imagens que deseja imprimir e ainda o número de cópias e tipo de papel, incluindo o rolo. A comunicação entre câmera e impressora é via cartão CompactFlash.

As demais integrantes da família são a 780, 890 e 1280. A primeira é o mais ‘doméstico’ dos lançamentos e custa R$ 449. Com velocidade de impressão de oito páginas ou uma foto por minuto, custa R$ 449. Mais ágil, a 890 tem todos os recursos da 780, além de aceitar papel rolo. Custa R$ 1.399. Já a 1280 é a mais profissional. Vem com Adobe Photoshop incluso e não sai por menos que R$ 2.259.

Outros lançamentos mundiais recentes da Epson são a família de impressoras Stylus Color, além dos modelos Stylus C20SX e C40UX (este último só chega ao mercado brasileiro este mês). A linha Stylus Color é composta por quatro modelos com até 2280 dpi de resolução: SC777 e SC777i (para Mac), SC880 e SC980. Mais ‘domésticas’, as C20 e C40 têm velocidade de 6 e 8 páginas de texto por minuto (PB) e resolução de 720 e 1440 dpi, respectivamente.

REGIONALIZAÇÃO – A Epson também está inaugurando uma nova estratégia de atuação, baseada na regionalização e na mudança de público alvo. “Estamos direcionando os negócios para os jovens”, explica Bacci. Além disso, a empresa está montando escritórios regionais por todo o País. Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife já têm os seus e até março será a vez de Fortaleza, Curitiba e Salvador. “Esses escritórios têm a função de oferecer atendimento ao cliente com o sotaque da Região, além de capacitar revendas e aumentar o contato com distribuidores.” O resultado disso? Crescimento à vista. “Respondemos por 90% do mercado brasileiro de impressoras matriciais e por 22% do de jato de tinta”, garante o diretor geral da empresa, Wang Chi Hsin. “Mas, segundo o IDC, saltaremos para os 30%, até dezembro”, garante.

A repórter viajou a convite da Epson

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Jornal do Commercio
Recife - 05.09.2001
Quarta-feira