por GILVANDRO FILHO
Editor de Informática
Tudo bem que a iniciativa privada, através do Ipad, estava representando, e bem, a tecnologia de Pernambuco no Comdex. Mas é pouco. Ainda carecemos de uma ação mais organizada para esses eventos onde é tão fundamental mostrar bons produtos como marcar presença. E isto, o Governo estadual ainda não conseguiu enxergar. Aliás, a queixa é velha. Entra ano, sai ano e Pernambuco ignora solenemente eventos como o Comdex e a Fenasoft. Isto já rendeu colunas e matérias nos jornais (inclusive neste JC), além de reuniões intermináveis com a comunidade de Informática. Mas tudo entrou por um ouvido e saiu por outro.
É como se não tívessemos um pólo de Informática que é referência no mundo inteiro, áreas tecnológicas estadual e municipal respeitadas em todo o País, focos de excelência no meio acadêmico, pessoas interessantes no comando de nossa política oficial de tecnologia. Além, naturalmente, de um dos melhores centros de desenvolvimento de software, como tão bem se esforçou para demonstrar o Ipad.
Enquanto isto, o mercado lá de fora fica sem saber direito o que diabos é Porto Digital e o que exportamos de talentos através das nossa universidades. Deslumbra-se nos organizados estandes da Bahia, Ceará, Santa Catarina, muitas vezes com mais pirotecnia que produtos e serviços. Parece até que Pernambuco se basta, como se o mundo começasse em Goiana e terminasse em São José Coroa Grande. Tem mais mundo fora daqui, pessoal.