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LANÇAMENTO II
Montadoras começam a popularizar uso do câmbio automático no Brasil

O câmbio automático era um item só encontrado nos veículos mais luxuosos ou nos utilitários esportivos. O alto preço do item inviabilizava a oferta em modelos menos equipados. Mas como o airbag – que hoje é oferecido de série em versões populares, como o Clio da Renault – e a direção hidráulica, a transmissão automática está se tornando cada vez mais comum nos carros comercializados no Brasil. Nos Estados Unidos, ela já faz parte de 80% dos modelos produzidos.

O Atos da Hyundai é o primeiro popular vendido no País com câmbio automático. O câmbio utilizado no Atos é o mesmo do Accent. Apesar da baixa potência (57 cavalos) o Atos automático tem um bom desempenho com a marcha automatizada, permitindo mais conforto ao dirigir. A versão GLS 1.0 automática custa R$ 29.800 mil.

Aos poucos, a indústria automobilística vai abrindo o leque de modelos com essa opção, já que a procura pelo item de conforto tem aumentado no Brasil. O câmbio automático elimina a necessidade de troca constante de marchas no trânsito urbano, principalmente em engarrafamentos, o que se traduz em economia de combustível.

A DaimlerChrysler lançou, no primeiro semestre, o Classe A 190 equipado com o câmbio automático seqüencial de cinco marchas. Na semana passada, foi a vez do Scénic. Na mesma linha segue a General Motors, com o Astra Sedã, que tem programado para outubro o lançamento do modelo automático. A Fiat também irá incluir a opção no Marea. Outros modelos nacionais que já dispõem do item são o Volkswagen Golf, Audi A3, Honda Civic e Toyota Corolla. A transmissão que dispensa embreagem ainda é cara: representa, em média, R$ 3 mil a mais no preço.

ACEITAÇÃO – Um exemplo de como a procura por câmbio automático tem crescido no País é o Corolla. Segundo a Toyota, 59% dos modelos vendidos no Brasil em 200 foi com câmbio automático. O Civic automático também já vende mais do que a versão com câmbio manual.

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Jornal do Commercio
Recife - 02.09.2001
Domingo