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MÚSICA IV Do Galo da Madrugada para Montreux
O folião vice-presidente do festival Claude Nobs abriu as portas para os artistas pernambucanos A história da criação de um grupo pernambucano para participar dos principais festivais de verão na Europa começou em 1999. O vice-presidente do Festival de Montreux, Claude Nobs, esteve no Recife no Carnaval e, durante o desfile do Galo da Madrugada, conheceu o cantor André Rio, que comandava um trio elétrico. Na passagem da agremiação, Nobs foi literalmente salvo da multidão pelos seguranças do carro de apoio do trio de André. Num primeiro contato, o suíço convidou o cantor para conhecer o festival, um dos mais importantes de toda a Europa. Um ano antes, porém, Pernambuco já tinha marcado presença em Montreux, com Alceu Valença e Antúlio Madureira, na principal sala do festival a Stravinski. Pernambuco chegou a Montreux como coadjuvante, em 1999, e os artistas ficaram em segundo plano, perdendo para o É o Tchan! E outras atrações do Axé e do pop apelativo baiano. Um ano depois, a situação começou a melhorar. Comandados por Alceu Valença e pelo consagrado batuqueiro Naná Vasconcelos, os pernambucanos passaram a virar o jogo sobre a baianada e conseguiram fazer shows para 15 mil pessoas. Nosso contato ficou ainda mais forte e nós levamos um grupo de 16 europeus para conhecer de perto o nosso Carnaval em 2001. Com o espaço aberto por Alceu e a sensibilidade do Governo de Pernambuco pudemos, de fato, entrar nesse circuito', afirmou o cantor. Este ano será fundamental para consolidar o projeto. A direção do festival de Montreux reabriu um espaço ao ar livre para os pernambucanos. Em 1997, a organização do festival de Monteux teve um sério problema com artistas cubanos que não cumpriram o contrato de tocar nesse local ao ar livre. Desde então, o local estava interditado. Esse ano, teremos a grande chance de tocar no meio da rua, como nos velhos tempos do festival, disse André Rio. (R.N.) |
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