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QUADRILHA ESPECIALIZADA
Presos três assaltantes de banco e carro-forte

Os acusados fazem parte de um grupo organizado que atuava no interior de Pernambuco, Bahia e Sergipe. Foram achados com o grupo R$ 80 mil que estava escondido atrás do motor do carro

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Aracaju prenderam três homens acusados de fazer parte de uma quadrilha especializada em assaltos a banco e carro-forte que atuava no interior de Pernambuco, Bahia e Sergipe. Entre os suspeitos está o pernambucano Francisco de Assis Pereira, residente em Petrolina. Também foram detidos Rafael Gomes da Silva, conhecido como Tony, e Paulo dos Santos.

Segundo o delegado de Roubos e Furtos de Aracaju, João Lyra, os três estavam morando numa casa da periferia da capital e levantaram suspeitas porque dois carros novos, um Vectra e um Palio, com placas do município pernambucano de Goiana entravam e saíam da garagem o tempo todo. Os policiais abordaram os suspeitos na rua e encontraram um pacote com R$ 80 mil escondido por trás do motor do Palio. Na casa, foram apreendidas duas pistolas calibre 380 e munição para pistolas 9 mm.

“Esse grupo faz parte de uma quadrilha de dez homens que assaltou um carro-forte no dia 15 de junho no município de Saúde, no interior da Bahia. Eles roubaram R$ 523 mil e mataram um policial civil, no cerco que foi feito em Senhor do Bonfim, um dia após a investida. Acreditamos que eles estavam se preparando para fazer outro roubo nos próximos dias. Essa é uma equipe grande, organizada e temos a informação de que eles compraram um sítio no Sertão da Bahia só para esconder os fuzis e metralhadoras usados nos assaltos”, disse o delegado.

Ainda de acordo com as informações do delegado, a quadrilha assaltou as agências do Banco do Brasil de Antas, Coicé, Mairi, Riachão do Jacuípe e Cícero Dantas, todas no Estado da Bahia, além dos Bancos do Brasil de Miritinga e Itiúba, em Sergipe. João Lyra suspeita que o grupo agia no interior, mas levava uma vida lícita em Pernambuco, já que os dois carros apreendidos foram comprados em concessionárias do interior do Estado.

“Eles confessaram todos os crimes que fizeram na Bahia e em Sergipe, mas não abriram nada em Pernambuco. Isso leva a crer que, após fazer os assaltos, eles retornavam para uma vida de fachada como comerciantes no interior pernambucano”, observou o delegado João Lyra.

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Jornal do Commercio
Recife - 09.07.2001
Segunda-feira