Os membros da delegação brasileira terão proteção de agentes da Polícia Federal
RIO – A seleção brasileira se apresenta na tarde de hoje e segue para a Colômbia, onde disputará a Copa América, entre os dias 11 e 29 deste mês. A delegação do Brasil ficará hospedada na cidade de Cali, onde jogará a primeira fase da competição. A estréia será quinta-feira que vem, contra o México.
Os membros da delegação brasileira contarão com a proteção de um delegado e vários agentes da Polícia Federal a partir do momento que chegarem ao aeroporto brasileiro.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pediu ao ministro da Justiça, José Gregori, proteção para os brasileiros na Colômbia, devido ao clima de guerra civil vivido pelo país. Tanto na concentração em Cali, como no percurso para os locais de jogos e treinos, a seleção será protegida por esses profissionais, além de policiais colombianos e agentes do FBI.
O chefe do policiamento da CBF, coronel Castelo Branco, fez um estudo dos percursos que a seleção vai fazer em Cali. Caberá a Polícia Federal fazer uma varredura dos locais por onde passará o ônibus da delegação brasileira.
Não é uma operação inédita. Durante Copas do Mundo e Olimpíadas, as entidades sempre pedem o apoio do governo para auxiliar na segurança de suas delegações.
O técnico Luiz Felipe Scolari tem tentado acalmar os jogadores para a disputa da Copa América na Colômbia, assolada pela violência. Para o treinador, os atletas não deveriam ficar assustados. “Quando mostramos medo para algumas pessoas, elas crescem. Não temos que ficar com medo. É preciso ter cuidado, mas não pode mostrar medo”, afirmou.
A tentativa de Scolari, no entanto, tem sido em vão. Alguns convocados estão realmente assustados. “Eu me preocupo em jogar na Colômbia. Vi algumas cenas na televisão que me deixaram preocupado. Mas se foram dadas garantias, vamos lá jogar. Só que se acontecer alguma coisa com a gente quero ver quem vai se responsabilizar”, disse o lateral-direito Belletti, do São Paulo.
O goleiro Marcos, do Palmeiras, até foi bem-humorado ao falar da competição na Colômbia, mas deixou claro seu temor: “Para o Muñoz (atacante colombiano que atua no Palmeiras) falar que a situação está feia e que o país dele está muito ruim, é porque está mesmo. Quando a gente joga no exterior, como ele, quer mais é falar bem do nosso país. Então, se ele diz isso, é porque o negócio está feio”, afirmou. “Mas vou dar o máximo, jogar até a morte”, brincou.
O atacante Ewerthon foi menos explícito: “A gente vai lá para jogar sabendo que o país está em guerra civil. Até jornalista foi assassinado.”