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CAMPEONATO PERNAMBUCANO VI
Curiosidades da partida

Público

O público de ontem, 15.003 pagantes, foi bem menor do que o registrado na última quinta-feira, quando mais de 22 mil torcedores foram a campo. Notadamente, os espaços reservados ao torcedor do Santa Cruz tinham vários clarões. Os timbus, por sua vez, lotaram suas arquibancadas e fizeram a festa. Dois fatores contribuíram para ausência dos tricolores: a transmissão ao vivo pela TV aberta e a necessidade de poupar dinheiro para o ingresso da quarta-feira, quando tudo será decidido.

Bebida

A Polícia Militar deveria tomar mais cuidado com a entrada de bebidas nos estádios. Ontem, nas cadeiras cativas do Náutico, alguns garotos ingeriam tranqüilamente o melhor uísque escocês. Pelo que consta não se vende uísque nos bares sob as arquibancadas. Fica uma pergunta: será que o torcedor de arquibancada tem o mesmo direito?

Gatos pingados

Alguns torcedores, na verdade uns gatos pingados, que ficam em frente ao setor de cadeiras cativas dos torcedores visitantes, não deveriam freqüentar os estádios. Antes do clássico de ontem atiraram objetos contra os tricolores. A polícia chegou e acabou com a baderna.

Injustiça

É bem verdade que o goleiro João Carlos vacilou num momento crucial do jogo, quando escorregou e deixou o gol à mercê de Danilo. O que não se pode esquecer são três grandes defesas de João. Duas seguidas, aos 16 minutos do primeiro tempo, e outra no finalzinho da partida.

Paz

Joãozinho e Kuki já se pegaram algumas vezes pelo Campeonato Pernambucano deste ano. Numa delas, o atacante coral jogou um balde de isotônico no xodó alvirrubro. Ontem, porém, antes do jogo começar, o que se viu foi muita cordialidade entre os dois. Com direito a foto juntos, abraços e afagos no meio do campo.

Falta

O atacante Luciano Viana, do Santa Cruz, sequer foi selecionado para o banco. Agredido com um soco no estômago, pelo zagueiro Sílvio, do Náutico, no jogo de quinta-feira passada, o atleta teve problemas posteriormente e foi vetado pelo Departamento Médico do clube coral.

Torcida feminina

Uma beleza o número de garotas nos estádios. Nas sociais e nas cadeiras cativas as meninas alvirrubras desfilavam uniformizadas torcendo pelo seu clube na maior paz. Os ‘marmanjos’ deveriam seguir o exemplo e torcer sem agredir os adversários.

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Jornal do Commercio
Recife - 09.07.2001
Segunda-feira