A Microsoft escapou inteira de mais uma. Literalmente. A Corte de Apelação do Distrito de Colúmbia, nos Estados Unidos, anulou a decisão do juiz Thomas Penfield Jackson, que determinava a divisão da empresa, acusada de manter monopólio no mercado de sistemas operacionais. A corte determinou o encaminhamento da sentença de Thomas Jackson para a primeira instância.
Também ficou decidido que o magistrado responsável pelo caso será substituído. Isso porque Jackson foi acusado pela empresa de apresentar má conduta durante o processo, iniciado em 98, quando um time de advogados, representando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) e 19 estados americanos, moveu uma ação contra a multinacional por violação da lei antitruste.
Segundo a companhia, o juiz não estava sendo suficientemente imparcial, chegando mesmo a ferir o código de conduta dos juízes dos Estados Unidos ao fornecer informações sobre o caso à imprensa, durante o andamento do processo. O comportamento de Thomas Jackson acabou beneficiando a Microsoft, que fez dele o principal argumento para contestar a sentença que determinava a divisão da desenvolvedora de softwares em duas empresas independentes.
O processo ainda promete dar o que falar. O DOJ e os 19 estados americanos continuam firmes nas acusações de que a empresa ‘roubou’ a fatia de mercado de concorrentes como a Netscape Communications, com estratégias como a ‘venda casada’ de softwares e hardwares, que consiste na comercialização de PCs com Windows e Internet Explorer pré-instalados.
E a causa vem ganhando cada vez mais adeptos. Até a Corte de Apelação do Distrito de Colúmbia sustenta a tese do monopólio nas mãos de Bill Gates.