Comprar um carro novo não tem comparação, mas, muitas vezes, o veículo perde entre 18% e 30% do valor logo quando chega à rua
por MARCUS ANDREY
Comprar um carro novo desperta no consumidor um status singular. Ter a honra de ser a primeira pessoa a sentar no banco do motorista ainda com o plástico, saber que cada quilômetro rodado tem a sua marca pessoal e não ter receio em confiar cegamente na mecânica saída da fábrica são características comuns dos proprietários de carros zero quilômetro. Por outro lado, ao adquirir um veículo novo, o proprietário deve estar certo de que, ao retirá-lo da concessionária, automaticamente o automóvel tem uma desvalorização variável entre 18 e 30%, dependendo das suas características. Os carros populares têm a menor desvalorização, enquanto os veículos mais arrojados podem perder até R$ 5 mil em valor de mercado quando saem das concessionárias para a mão do consumidor.
Por isso, os carros usados, também chamados seminovos, são uma ótima alternativa para quem pretende comprar um veículo, pois podem sair da concessionária com garantias semelhantes às de um carro zero, com preço bastante inferior.
Os veículos seminovos ainda proporcionam ao comprador a opção de escolher um modelo com apenas um ano de uso com alguns opcionais como ar-condicionado, travas e vidros elétricos e até direção hidráulica, por um preço igual ou mesmo inferior ao de um carro popular zero quilômetro.
Para o diretor comercial da PB Veículos, Luciano Borba, a principal vantagem do seminovo para o consumidor está no fato de o veículo sair da loja com todas as garantias de um veículo zero, com procedência e qualidade, por um preço bem inferior ao de um carro saído da fábrica.
“O mercado de veículos usados sempre foi superaquecido, porque o preço de um carro novo é tão alto que os semi-novos se tornam uma opção mais acessível para o consumidor”, argumentou Borba. Outro diferencial para tornar os usados mais atrativos é a forma de financiamento adotada pelas lojas, que exigem apenas 20% do valor do carro como entrada, enquanto as concessionárias oferecem os veículos zero quilômetro mediante o pagamento de 50% de entrada, como explicou Borba.
Um exemplo prático de como um veículo seminovo pode representar uma compra vantajosa é dado pelo diretor da JBS Veículos, Solon Galvão Filho. “Vendi na semana passada uma caminhonete Ranger ano 2001 que tinha sido adquirida zero quilômetro por R$ 55 mil (valor constante na nota fiscal). O antigo proprietário já tinha feito vários incrementos no veículo, colocando estribo, caçamba de fibra, Santo Antônio, capota marítima e travas elétricas, além de já ter quitado o IPVA. A Ranger foi vendida por R$ 47 mil, com aproximadamente 8 mil quilômetros rodados, ou seja, praticamente não tinha diferença de zero quilômetro”, disse Solon.