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MERCADO II
Atenção na hora de escolher o modelo

O mercado de veículos usados é bem atraente para quem compra, mas pode ser um pesadelo para quem vende, porque a regra básica para desvalorizar um carro leva em conta a sua procura pelos consumidores. Quanto mais rara for a participação do modelo nas ruas, mais difícil é conseguir um bom preço por ele quando resolver vendê-lo.

O empresário Gian Marco Sampaio, 26 anos, amargou duas grandes depreciações de veículos, justamente porque optou por carros especiais. O primeiro, um Fiat Tipo SLX 2.0 ano 1995, fabricado na Itália, era um carro completo que tinha entre os opcionais o teto solar elétrico. Foi adquirido com um ano de uso por R$ 19,5 mil e vendido, dois anos depois, por apenas R$ 7,5 mil.

No início de 1999 o empresário resolveu comprar um Citroën Xantia VSX 2.0 16 válvulas, ano 1995, por R$ 18,5 mil. Novamente Sampaio se surpreendeu com a desvalorização do veículo, vendido no mês passado por apenas R$ 10,5 mil, e tirou uma lição do prejuízo. “Antes de comprar um carro usado é bom observar o comportamento do veículo no mercado”, ensina Sampaio, que agora tem um Golf 1.6 completo, ano 1999, comprado por R$ 23,7 mil. “Acho que agora eu acertei na compra”, completou.

Mas como toda regra tem sua exceção, a depreciação dos veículos usados é quase zero, ou às vezes nula, quando se trata de um carro movido a diesel ou com status singular. O empresário Felipe Arthur Moreira Lima, proprietário de uma caminhonete Hilux SW4 cabine dupla, ano 1998, a diesel, comprou o veículo zero quilômetro por R$ 56 mil e, só por curiosidade, resolveu levá-lo na mesma concessionária onde a Hilux foi adquirida.

“A Toyolex avaliou o carro e me pagaria na hora R$ 55 mil em dinheiro se eu quisesse vendê-lo. Se eu fosse oferecer a caminhonete para uma outra pessoa, tenho certeza de que não perderia nem a depreciação de R$ 1 mil feita pela concessionária. Tanto a Hilux quanto um Mercedes são carros que praticamente não se desvalorizam porque têm alto valor comercial”, disse Lima.

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Jornal do Commercio
Recife - 08.07.2001
Domingo