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PROTEÇÃO
III
Segurança nas conduções
escolares ainda é precária
A segurança dos pequeninos é um assunto ainda mais sério quando se trata do transporte escolar. O Código Nacional de Trânsito faz uma série de exigências quanto ao uso de equipamentos de segurança e a adequação do veículo ao tipo de condução (padronização). Também determina que os mesmos tenham cinto de segurança para todos os ocupantes. Mas é difícil controlar o ímpeto da meninada dentro do carro. E o que se vê nas ruas são vans escolares com crianças em pé, pulando, sem a proteção do equipamento de segurança.
De acordo com a diretora de Operações do Detran/PE, Semiramis Arruda, a condução pode ser multada se houver criança sem o cinto de segurança. A infração é grave e representa cinco pontos na carteira do motorista. Contudo, existe um outro problema. O uso de cinto abdominal não é indicado para crianças com idade inferior a 10 anos. Num impacto, devido a fragilidade do corpo, a criança pode sofrer lesões graves no fígado e baço.
Mas então, o que fazer? O especialista em ortopedia e traumatologia Alexandre Rodrigues diz que os pais com filhos muito pequenos podem solicitar a colocação da cadeirinha no transporte escolar. O médico e sua esposa adotaram a alternativa na van que leva a filha de três anos para a escola. “Isso nos deixou mais seguros”, diz. Para crianças maiores, o uso do colete pode ser o método mais garantido ou de assentos sobressalentes (apenas a parte de baixo), que deixam as crianças mais altas e são presos pelos cintos de segurança.
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Jornal do Commercio
Recife - 08.07.2001 Domingo
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