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Marcos Menezes Negro paga o pato
Uma pesquisa divulgada sábado, no Rio, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostrou alguns números que já se conhecia e outros que chegaram a causar surpresa. Trata-se da investigação sobre as desigualdades sociais no País, considerando as profundas difereças entre brancos e negros.
Mostrou, por exemplo, que o branco brasileiro é duas vezes e meia mais rico que o negro. Adiante, entretanto, mostra que a média salarial do branco é de R$ 400, enquanto que a o negro não passa dos R$ 170. Conceito de branco rico no Brasil é gozado, é o único lugar do mundo onde rico ganha uma miséria.
No início dos anos 90, a pobreza atingia 40% da população, mas no final da década diminuiu para 34%. Simultâneamente, a participação dos negros na pobreza chegava a quase 70%, enquanto que a dos brancos não passava de 30%.
A pesquisa recebeu do diretor do IPEA, Roberto Martins, uma frase que resume o problema da diferença social do Brasil: ‘”Pobreza neste País tem cor, e essa cor é negra””.
Família unida fraudava pensões federais
Uma família inteira de fraudadores de pensões que são pagas pelo Ministério da Fazenda foi presa por agentes da Polícia Federal. Eles recebem pensões do mesmo valor desde 1995 e deram no período um prejuízo de R$ 1,3 mi aos cofres federais. Foram presos a mãe Lúcia Maria Góes e os dois filhos Wagner e Marcelo e até agora já foram incidiados 19 fraudadores pela PF, dos quais nove já se encontram presos.
Precatórios
O procuradorgeral da República, Geraldo Brindeiro, recomendou ao Supremo Tribunal Federal(STF) intervenção em São Paulo pelo não pagamento de precatórios. O recado chegou depressa ao governador paulista Geraldo Alckmin, que anunciou o envio de projeto à Assembléia visando pagar parte dos R$ 6 bi que o Estado deve.
Fim da moleza
Projeto que circula na Câmara Federal vai fazer o desempregado pensar duas vezes antes de reivindicar o seguro-desemprego. É que para receber o benefício, o trabalhador teria que trabalhar durante quatro horas por dia em entidades de fins filantrópicos. Não atrapalharia, no entanto, que a pessoa possa procurar um novo emprego.
Trote legal
Já está em vigor no Rio de Janeiro lei que substitui o trote estudantil nas universidades estaduais por uma semana de doação de sangue. As doações serão feitas sempre no mes de março e os alunos interessados em participar serão encaminhados ao Instituto Estadual de Humatologia e terão a falta abonada.
Inadimplência
De acordo com o Telecheque, a inadimplência com cheques caiu 8% neste primeiro semestre no País. A empresa estima que o valor a ser movimentado este ano pelos cheques à vista e prédatados deve crescer 11% passando de R$ 1,8 tri para R$ 2 tri. Dos R$ 720 bi recebidos pelo varejo, 72% eram de prédatados.
Satélite sino-brasileiro corrige órbita
O satélite brasileiro desenvolvido em parceria com a China sofreu uma correção de órbita de 20 metros, numa manobra que levou justos sete segundos. A operação foi comandada do Inpe, em São José dos Campos.
Bebida poderá ter sêlo de advertência
Da mesma forma que os cigarros, as bebidas alcoólicas passarão a conter em seus rótulos advertências sobre os prejuízos que causam à saúde. Projeto nesse sentido está tramitando na Câmara dos Deputados.
A crise energética está mesmo mudando o comportamento dos empresários brasileiros. A Ambev anunciou que vai investir US$ 75 milhões na compra de 37 unidades geradoras, para substituir 80% da energia que consome atualmente.
Durante a III Jornada de Oncologia do III Milênio, médicos entraram em polêmica com relação ao tratamento do câncer na mama. Os métodos ainda em uso provocam a retirada da axila. Um novo método é menos doloroso e deixa menos seqüelas.
Jovens paulistas estão comemorando hoje os 69 anos da Revolução de 1932, com homenagens aos ex-combatentes em frente do obelisco do Ibirapuera. Jovens de hoje sabem que a morte de jovens naquele 9 de julho foi o estopim da deflagração do movimento.
São Paulo vai se envolver, a partir dessa quarta-feira, num amplo debate sobre a questão do álcool e da droga sob a ótica petista. Não se trata de estabelecer um modus petista de tratar com a droga, mas de estabelecer uma política para lidar com a droga.
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