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ALEX

O valor de Pereira da Costa

Cultura. Este ano, o historiador Francisco Augusto Pereira da Costa será lembrado pelos 150 anos de nascimento. Ele nasceu em 16 de dezembro de 1851 e faleceu em 21 de novembro de 1923. O bisneto do historiador, José Pereira da Costa Brito, vem pedindo ao vice-presidente Marco Maciel apoio para a emissão de um selo comemorativo do sesquicentenário daquele notável homem de cultura. Esta coluna sugere ao Governo do Estado que reimprima a monumental obra que os Anais Pernambucanos, que foi editado pela primeira vez no governo Agamenon Magalhães e reeditada, bem depois, no governo Roberto Magalhães. A Fundarpe pode repetir o que foi feito na década de 80, isto é, fazer as vendas antecipadas e lançar a cada mês um exemplar da coleção incluindo-se o índice. Na época a Fundarpe era presidida pelo professor e atuante Roberto Pereira. Ele autorizou a publicação através da diretoria de Assuntos Culturais, com responsabilidade editorial de Leonardo Dantas Silva. Também seria bom lembrar que Pereira da Costa foi um dos fundadores da Academia Pernambucana de Letras, que completa 100 anos dia 26.

Páginas de agenda

Joca de Souza Leão, Jairo Lima e Alfrízio Melo receberam jornalistas, ontem, para almoço, no Porto Ferreiro. O tema da conversa foi o aniversário da agência Italo Bianchi, que completa 30 anos de fundação ou três décadas de criatividade e domínio do metier. Também para revelar o que virá no futuro.

Basta citar o valor dos dois primeiros lugares, para máscara e fantasia mais luxuosa do Bal Masqué: R$ 2.000,00. Cada uma...

Noutra temporada recifense para negócios (imóveis) e lazer, o lisboeta Emídio Figueiredo.

Ainda este ano, sairá o livro de poesias e prosa do poeta Orley Mesquita.

Para a leitora Taiz Fernandes: adorei sua carta sobre esta coluna, solicitando a publicação de crônicas, onde, vida, amor, evocações, são temas. Estão saindo poucas, finalizou.

Em Nova York

Quem for a Nova York e visitar o Moma terá orgulho de ser pernambucano. Dois patrícios têm obras em destaque entre os que fizeram sucesso no mundo de 1960 até hoje. São Vik Muniz e Ernesto Neto, artistas lançados por Marcantonio Vilaça. Ele os fez famosos na América e Europa. Neto trabalha com “instalações” de véu e chumbo e Vik com quadros compostos com calda de chocolate. São criações originalíssimas que a visão de Marcantonio incorporou ao patrimônio cultural brasileiro como crítico e galerista, bem diferente de vender bons quadros e esculturas. Quem no Brasil fez igual?

Orador

Já está se definindo a programação do centenário da Academia Pernambucana de Letras, dia 26. O acadêmico que deverá falar em nome da APL é o ministro Marcos Vilaça. Nada mais justo. Foi Vilaça quem conseguiu do governador Paulo Guerra desapropriar e adquirir a casa para ser a sede da academia. Logo depois, como secretário do Ministério da Cultura, acionou o IPHAN para a recuperação do notável imóvel, exemplo muito completo do que era uma grande residência recifense nos tempos do Brasil Colônia. Foi também o primeiro presidente da entidade secular.

E por fim...

1 - O farmacêutico Osman de Oliveira Lira, que atua na Funasa, destacado com a Comenda do Mérito Farmacêutico do Conselho Federal de Farmácia. A entrega será dia 19, em Brasília. A comenda do CFF é a mais importante no âmbito da farmácia em toda América Latina.

2 - O poeta Marcus Accioly fez parte do júri para a escolha do melhor livro de poesia, numa promoção da Biblioteca Nacional, que tem como presidente o quase-recifense Eduardo Portela, da Academia Brasileira de Letras. O vencedor foi o poeta Armando de Freitas Filho.


Jornal do Commercio
Recife - 11.01.2001
Quinta-feira