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ROCK IN RIO 3 O homem por trás do show Responsável pela produção do lendário show de Frank Sinatra no Brasil, Medina gastou cerca de US$ 26 milhões nesta edição do Rock in Rio Agência Estado SÃO PAULO Às vezes chamado de lunático, noutras de megalomaníaco, o empresário carioca Roberto Medina é também um capitalista de faro: com essa terceira edição do Rock in Rio, ele conseguiu ressuscitar uma marca que parecia esquecida durante 10 anos. Medina qualifica sua estratégia de mercado social. Ele não vê problemas se o seu festival for qualificado como mais um truque de mercado. Segundo ele, o objetivo do seu mercado é que é diferente: trata-se de resgatar a esperança, afirma. Creio que devemos dar um lugar proeminente à questão social, diz Roberto Medina. Não só dizer quanto são horríveis a violência e a degradação das florestas, mas também fazer algo para modificar a situação. Medina conta que amargou quatro anos de negativas quando tentou reerguer seu projeto. Não conseguia sensibilizar os patrocinadores. Tive no mínimo 200 reuniões com 200 empresários que disseram não. O custo era inviável, afirma o empresário (são cerca de US$ 26 milhões, no final). Então, por que não realizar uma edição mais modesta? Mas ele insiste que se tratava, antes de tudo, de um grande negócio. Eles achavam que a proposta de fazer um festival com o tema da conscientização do jovem era só um lance de mecenato. Na guerra entre capitalismo e comunismo, o capital ganhou, mas nós perdemos nisso um pouco do romantismo, diz o empresário, justificando sua nova faceta benemerente. Em 1985, quando realizou o primeiro Rock in Rio, Medina tinha 34 anos e no currículo um show histórico de Frank Sinatra no Maracanã. Conta que, logo após o show de Sinatra, foi a Nova York com o projeto de um megafestival de rock na América Latina e conta que cansou de bater na porta de empresários do ramo do show business. Fiquei 40 dias em Nova York e não consegui nada. Até que solicitou ajuda ao manager de Sinatra, Luis Soto, que pediu que ele marcasse um coquetel em sua suíte de hotel para 30 pessoas. Enviou jornalistas de todos os grandes jornais americanos, que publicaram com destaque a iniciativa do brasileiro. Aí, meu amigo, no dia seguinte tinha fila na porta do meu apartamento, lembra. Fechei o cast em dois dias. O Rock in Rio 2 produziu R$ 180 milhões de mídia espontânea, ele conta. A indústria do entretenimento faturou no ano passado R$ 6,5 trilhões e levou R$ 650 bilhões aos cofres públicos, argumenta. Então, é óbvio que o governo deveria investir num evento desses, porque garante empregos e renda, além de seu caráter educativo, pondera. Uma das diferenças mais efetivas entre os dois festivais anteriores, na opinião do empresário, é a tecnologia. Em 1985, todo o equipamento sonoro veio do exterior. No Rock in Rio 2, o equipamento já era 50% nacional. Nesta edição, o equipamento utilizado na Cidade do Rock será 100% nacional. |
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