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COMBUSTÍVEL Veículo a gás passará a ter selo A partir de 1º de julho, os veículos convertidos para gás natural receberão um selo de qualidade para certificar que os equipamentos usados não oferecem perigo POR ROBERTA SOARES E MARGARIDA AZEVEDO Apesar de cinco órgãos federais e estaduais serem responsáveis pelo controle da distribuição e comercialização de gás natural para veículos no Estado, a população não tem garantias de que acidentes como o ocorrido segunda-feira passada, no Posto Aquino Lucena, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, não voltarão a acontecer. Devido à reconhecida falta de fiscalização, uma saída para inibir o uso de equipamentos clandestinos é a criação de um selo de qualidade que ateste o procedimento correto das conversões a gás. Proposto pelo Instituto Nacional de Metrologia e Normalização (Inmetro) e pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o selo está previsto para começar a vigorar em 1º de julho. O selo de garantia seria exposto ostensivamente nos automóveis para que fosse facilmente visualizado pelo cidadão comum, a principal vítima do uso de equipamentos clandestinos do sistema a gás. Já que a maior parte dos 80 mil veículos convertidos no Brasil são utilizados para transporte de passageiros, o usuário seria o maior beneficiado. Como o cidadão não tem como identificar se um veículo convertido está ou não dentro das normas exigidas, ele pode andar, sem perceber, em uma bomba. Com o selo nós daríamos opção de escolha àquele usuário de andar ou não num veículo irregular, explica o técnico do Inmetro Ítalo Olivetto, que foi enviado ao Recife pela sede do instituto para checar as causas da explosão em Prazeres. No acidente, morreram duas pessoas, entre elas o motorista que usava um cilindro pirata, e outras seis ficaram feridas. Pelo estudo que vem sendo realizado pelo Inmetro, todos os carros já convertidos a gás teriam que voltar às empresas autorizadas para receber o selo. Vai existir um código que permitirá checar em qual empresa aquele veículo foi convertido. Nós sabemos que serão feitas falsificações, mas isso é um problema futuro. Pelo menos será uma forma de inibir o uso de equipamentos clandestinos, argumenta. Segundo o diretor nacional de operações da Petrobras, Otacílio Viana, que também veio ao Recife ontem, as pessoas que usam ou não veículos convertidos só correm risco por causa da pirataria de equipamentos. Foi o caso da explosão no posto de nossa bandeira, em Prazeres. O que explodiu foi o cilindro clandestino, disse. Todos os seis acidentes ocorridos no Brasil teriam sido provocados por equipamentos pirateados. Não será apenas o usuário de veículos convertidos que ganhará com o selo. Os frentistas dos postos autorizados a fazer o abastecimento com gás também teriam como identificar um veículo irregular, negando-se a abastecê-lo. |
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