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COMBUSTÍVEL III
Gás natural é considerado mais seguro do que gasolina

Técnicos afirmam que, no caso de vazamento, o gás evapora mais rápido do que o álcool ou a gasolina. Mas ressaltam a necessidade de que o equipamento usado respeite as normas

Apesar do estrago promovido pela explosão do cilindro de uma Kombi, segunda-feira passada, em Prazeres, o sistema de gás natural utilizado nos veículos é considerado por técnicos mais seguro do que o movido a gasolina ou álcool. Desde que o equipamento usado e a conversão dos automóveis respeitem as normas do Instituto Nacional de Metrologia e Normalização (Inmetro).

Na avaliação do diretor administrativo do Instituto de Criminalística de Pernambuco (IC), José Hildo de Souza, a principal vantagem do sistema de gás natural sobre o que utiliza a gasolina ou o álcool como combustível é a alta volatilidade. “Ou seja, o gás é muito leve, até mais leve que o ar. Por isso, no caso de vazamento, ele evapora com maior rapidez do que o álcool ou a gasolina, que ficam impregnados. É claro que tudo isso numa quantidade razoável”, explica José Hildo de Souza.

Também por ser mais volátil do que os outros combustíveis, o risco de o gás incendiar é menor. “Enquanto o álcool e a gasolina inflamam a temperaturas entre 200 e 300 graus centígrados, o gás precisa de 670 graus centígrados”, afirma José Hildo.

O gás natural se torna perigoso se vazar em um espaço fechado. “Quanto maior o confinamento, maior a força destrutiva do ar. Se acontecer um vazamento de gás dentro de um carro, por exemplo, e alguém provocar qualquer faísca, acontece a explosão. Enquanto que com a gasolina ou o álcool é preciso o contato do produto com o fogo”, destaca.

Sobre a explosão no posto de gasolina em Prazeres, José Hildo lembra que o estrago não foi maior porque o ambiente era aberto e o cilindro subiu com o impacto, não explodindo lateralmente. “Quando as montadoras começarem a fabricar veículos a gás, a segurança será ainda maior. É preciso ressaltar, apenas, que qualquer sistema pode virar uma bomba se não for instalado corretamente, dentro do que determina a lei”, diz.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.01.2001
Quinta-feira