O Departamento de Saúde Coletiva do Aggeu Magalhães (Nesc), unidade da Fundação Oswaldo Cruz no Recife, torna-se, a partir de hoje, um centro de pesquisas e consultoria sobre recursos humanos da saúde pública. Será a quinta estação de trabalho implantada no Brasil pela Organização Pan-Americana de Saúde, em convênio com o Ministério da Saúde, para essa finalidade.
Há 13 anos funcionando no Recife, o Nesc já dedica-se à formação de profissionais (especialistas, mestres e doutores) e realização de pesquisas na área da saúde pública. “Seremos um Observatório de Recursos Humanos para a Saúde”, explica a professora Lia Giraldo, chefe do departamento. O primeiro projeto já está em andamento. O objetivo é fazer um diagnóstico do SUS identificando, no País, as áreas sem assistência médica básica e especializada.
O primeiro ensaio do trabalho será apresentado às 9h de hoje, na sede do Nesc, durante a inauguração do observatório, quando estarão presentes representantes do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde. Nesse primeiro ensaio, os pesquisadores do Nesc levantaram as localidades de Pernambuco que ainda não contam com a assistência básica, isso é, consultas de clínico, pediatra e pré-natal. O trabalho vai auxiliar o Ministério da Saúde.
NORDESTE – No Brasil, os outros quatro observatórios do gênero funcionam na Universidade Federal de Brasília, Universidade Federal de Minas Gerais, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro e na Escola Nacional de Saúde Pública, também localizada naquele estado. O do Recife será o primeiro do Nordeste. O Nesc é vinculado ao Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães e funciona no prédio do antigo Hospital Pedro II, no bairro dos Coelhos.