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PORTO Recife ameaçado de perder carga de milho para Cabedelo Transferência da carga para a Paraíba pode reduzir o custo da operação em R$ 4 por tonelada. Para não perder o cliente, Porto do Recife promete negociar com os avicultores Contrariados com os preços cobrados pelo Porto do Recife, os avicultores pernambucanos estão negociando para começar a movimentar o milho para ração dos animais pelo Porto de Cabedelo, na Paraíba. Caso o milho, que vem da Argentina, seja descarregado mesmo por lá, a economia será de R$ 4 por tolenada, segundo a Associação Avícola de Pernambuco (Avipe). Com medo de perder um dos seus maiores clientes, o Porto do Recife promete que vai sentar para negociar, podendo até dar descontos na tabela de preços. Empresários, sindicato e a empresa que faz a operação do transporte têm que sentar para conversar, diz Mona Holanda, chefe de operações de engenharia do porto. A preocupação tem fundamento: de 1999 para 2000, houve um aumento de 97% na movimentação de milho. O incremento, porém, é resultado da baixa movimentação em 1999, devido a crise do real. Ao que interessa diretamente ao consumidor, o preço do frango não sofrerá alteração nos mercados por conta disso . O preço do frango já cai nos primeiros semestres de cada ano, explica o presidente da Avipe, Marcondes Tavares. A corrida pela redução de custos, justifica, é uma saída para não trabalhar no vermelho em algumas épocas do ano. O esquema de transporte seria o seguinte: ao chegar na Paraíba, os grãos seriam trazidos via trem para centrais distribuidoras de Pernambuco e, de lá, a carga seguiria de caminhão. Para os avicultores que têm propriedade próxima à fronteira, o trajeto seria feito de caminhão. Mesmo assim, o presidente da Avipe diz que vale a pena. Os criadores de frango também avaliam trazer milho do Mato Grosso e do Paraná por cabotagem, ou seja, através do Rio Paranaguá. |
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