Se fosse feita uma eleição para eleger o malvado do século, com certeza a escolha recairia sobre o alemão de origem austríaca Adolf Hitler. Ele foi um estudante medíocre e instável mas, mesmo assim, tentou por duas vezes entrar na academia de belas artes de Viena. Ele sonhava ser pintor e chegou a pintar alguns quadros.
Inicialmente considerado incapaz para o serviço militar, conseguiu finalmente se alistar na Baviera no momento em que irrompia a 1ª guerra mundial. Foi ferido em 1916 e baixou hospital em 1918, vítima de um ataque aliado de gás tóxico. Foi ferido em combate e, por bravura, recebeu duas condecorações (cruz de ferro) nos anos de 1914 e 1918.
Após a guerra ligou-se, como agente do Exército, ao pequeno Partido Trabalhista Alemão, em Munique, onde foi incumbido da propaganda e mudou o nome do partido para nacional-socialista. Em 1921 foi eleito presidente com poderes ilimitados e planejou a criação de um movimento de massas, através de uma série de comícios. Em 1923, aproveitando o descontentamento popular com o Tratado de Versailles, e em meio a uma inflação galopante, o jovem político tentou se apoderar do Governo da Baviera mas seu plano falhou e ele foi condenado a cinco anos de prisão, tendo escrito, neste período, o livro Mein Kampf (Minha Vida).
Beneficiado por uma anistia, ele passou apenas nove meses na prisão, foi solto e começou a reorganizar o partido nazista, que em 1930 era o segundo do país. Adolf passou a ressaltar as raças arianas e a pensar em ser o Fuher (guia), a quem deveria ser dada a autoridade absoluta.
Aos olhos de Hitler, os judeus eram os maiores inimigos do nazismo e do povo alemão. Esse seu ódio foi repassado aos seus homens que mantiveram os campos de concentração e extermínio de judeus, principalmente na Europa oriental, onde seis milhões de judeus foram sacrificados com requintes de perversidade.
Em 1933, Hitler foi convidado pelo presidente alemão, Von Hinderburg, para ser o chanceler do país. A essa altura, Josef Goebbels ministro da Informação e Propaganda do Reich, exercia controle total sobre os orgãos de notícias do país, promovendo as idéias de Hitler e orientando a opinião pública. Com a morte de Hindenburg acrescentou ao seu currículo o título de Fuher da Alemanha.
Nessa época Hitler conheceu uma caixeira em Munique chamada Eva Braun, com quem se casou.
Ela foi leal ao ditador até o dia de sua morte, quando ambos se suicidaram na chancelaria e os restos mortais foram incinerados, como desejado.
Terminava alí uma história de poder e ódio. Terminava o sonho de mais um ditador, que a exemplo de tantos outros, usou pessoas para destruir seus semelhantes e disseminar a miséria e o ódio entre os seres humanos.