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PODOLOGIA
Cuide dos seus pés agora para não sofrer depois

Calosidades, marcas, ressecamento: os pés são alvo de diversos males que podem comprometer tanto a saúde quanto a estética de qualquer pessoa

por LUIZA MODESTO

Aparência é tudo. E os pés, apesar de estarem no ponto mais extremo do corpo, também contam. Bem cuidados, são o orgulho de seu dono ou o prazer daqueles que os curtem como fetiche. Quando maltratados podem trazer dores ou desconfortos sem tamanho, causando “uis e ais” na hora de calçar os sapatos. Nem sempre lembrados com a devida atenção, tornam-se alojamento gratuito para fungos e micoses e, em casos mais doloridos, ganham unhas inflamadas e calosidades.

Esses dois últimos, aliás, são as reclamações mais comuns ouvidas pelas podólogas. Acostumadas a trabalhar com bisturis e canetas automáticas, essas profissionais da Podologia são treinadas para deixar os clientes pisando nas nuvens, livres das dores. Diferentes dos pedicuros, que cuidam somente da estética, as podólogas possuem conhecimentos específicos para resolver os problemas comuns a essa parte do corpo. Elas tratam das unhas, cutícula e planta dos pés tal qual os médicos em mesa de cirurgia: com muita higiene e a ajuda de bisturis.

Para elas, o grande vilão dos pés são os calçados apertados e pontudos ou o uso de sandálias em excesso. “O clima nordestino favorece o uso de sandálias o tempo todo, se a pessoa quiser. Esse hábito contínuo resseca os pés e facilita o surgimento de calosidades entre os dedos e na planta dos pés”, avisa a podóloga Phebe Menezes, há 10 anos na profissão e dois e meio atendendo no Grupo de Angiologia e Medicina Hiperbárica (Gameh), no Clinical Center.

Phebe, ao contrário da maioria, é diplomada em Podologia pelos Senacs do Rio de Janeiro e São Paulo, e se mostra ressentida pelo fato de não haver cursos de especialização no Recife. “Infelizmente, no Brasil a profissão não é reconhecida, é apenas um curso técnico, e, no Recife, o Senac não oferece nada nessa área”, informa.

DICAS – Phebe aconselha às mulheres a alternar o uso de sapatos fechados e sandálias abertas para evitar calosidade e ressecamento nos pés. Aos homens, ela indica o uso de palmilhas de silicone. “É importante também que se hidrate os pés após o banho, massageando toda a área. Em caso de ressecamento mais sério, a melhor solução é procurar a opinião de um dermatologista”, aconselha.

Júlia Lopes, podóloga há 8 anos e há um tratando a clientela do Spé – O Spa dos Pés –, também dá sua contribuição, ensinando a como não passar pelo sofrimento de uma unha encravada. “O grande segredo está no corte certo das unhas. Elas devem ser aparadas retas, com um leve arredondamento nas extremidades”, esclarece, acrescentando que algumas pessoas vão até sua clínica para simplesmente ter as unhas cortadas, com medo do desconforto que uma unha inflamada traz.

Quando isso acontece, o indicado é não esperar que a situação se reverta por si só ou buscar soluções paliativas. Agindo assim, pode-se chegar a perder a unha, o que, na opinião de Hanna Fernandes, coordenadora das podólogas do Dr. Scholl da Torre, raramente é necessário. “Não se deve remover a unha. Isso pode comprometer a matriz”, avisa. Mas nem só inflamações, calosidades e micoses comprometem a saúde dos pés. Unhas disformes, que teimam em crescer entrando na pele, também são difíceis de suportar. Mas para isto existe um tratamento específico, semelhante ao usado para corrigir os dentes. Agora usa-se ferrinhos para pôr as unhas no caminho certo. “Esse sistema é muito eficaz para quem tem esse tipo de problema. Isso acontece por conta de sapatos apertados demais”, explica Phebe.

Serviço:

Grupo de Angiologia e Medicina Hiperbárica (Gameh): Clinical Center, Domingos Ferreira, Pina. Fone: 3465.9169 Spé – O Spa do Pé: Rua Amélia, 114, loja 110, Espinheiro. Fone: 3231.2409. Dr. Scholl: Rua Real da Torre, 431, Madalena. Fone: 3445.3070. Tecnopé: Shopping Tacaruna, loja 172a, Complexo de Salgadinho. Fone: 3421.6403

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Jornal do Commercio
Recife - 07.01.2001
Domingo