A chegada do climatério não é nenhum bicho de sete cabeças. Deve ser visto como mais uma fase da vida da mulher e que, como tal, requer cuidados específicos. Para isto, nada melhor do que uma conversa franca com o seu ginecologista. Na pauta, pergunte tudo que gostaria de saber sobre as transformações que a menopausa provoca e o que fazer para resolver os efeitos colaterais que aparecem com ela.
Certamente, a terapia hormononal será um dos temas da visita ao especialista. Aproveite a oportunidade e fique por dentro dos benefícios e das contra-indicações do seu uso. O tratamento a base de hormônios devolve para a mulher o equilíbrio perdido com a nova fase biológica. O fim das detestáveis ondas de calor e da secura vaginal são algumas das vantagens que a terapia oferece. Porém, antes de optar por ela, deve-se ter uma longa e esclarecedora conversa com seu ginecologista.
“Os benefícios da terapia hormonal são indiscutíveis. Porém, tem suas contra-indicações e exige alguns cuidados. Por isso, se faz uma análise do histórico familiar e pessoal da saúde da paciente. Se ela teve câncer de mama ou do endométrio, não-tratados (não-retirados, por exemplo), tomar hormônio não é indicado”, informa a ginecologista Isabel Cristina Carneiro, do Ambulatório de Ginecologia Endócrina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Mesmo que se esteja com a saúde 100%, as que se submetem à terapia hormonal devem visitar o ginecologista de seis em seis meses. Na oportunidade, fazem alguns exames, entre eles, mamografia, preventivo de câncer e ultra-som de mama e pélvis. A razão do monitoramento bisimestral é simples: o tratamento pode causar câncer.
“Os benefícios do hormônio são bem maiores que os riscos. O que não quer dizer que precauções devam ser tomadas. Por isso, é importante que a paciente seja disciplinada e veja o seu ginecologista regularmente”, avisa Isabel, acrescentando que o profissional deve manter sua porta sempre aberta para tirar qualquer dúvida que a paciente tenha. (L.M.)