LG_jc.gif (3670 bytes)

DIGITALIZAÇÃO III
Canções de fita K7 também vão para CD

Nem LP, nem toca-discossauro. Se as músicas que embalam suas sessões de nostalgia estão todas gravadas em fita K7, a conversão não deixa de ser uma opção para resgatar do fundo do baú as fitas gravadas com tanto afinco. O processo não muda muito.

Para quem quer fazer a conversão em casa, a única substituição a ser feita é a do toca-discos, que sai de cena dando lugar, obviamente, ao toca-fitas. Para os preguiçosos que preferem comprar pronto, os preços são variados. No estúdio Atomic Records, o CD gravado a partir da fita sai por R$ 15, mesmo valor cobrado para coverter de vinil para Compact Disk.

Embora o custo seja semelhante, o trabalho é dobrado, garantem os especialistas. Segundo Alessandro de Moraes Dantas, do Atomic Records, a fita tem vida útil bem menor que a do vinil. “Com o tempo, a gravação da fita magnética vai apagando e o som torna-se abafado”, explica. “É preciso levar em conta também que as fitas geralmente são gravadas em casa, enquanto o vinil era produzido em escala industrial”.

Por essas razões, ele garante que a etapa de retirada de ruídos e imperfeições não é nada fácil. “A masterização é mais acentuada, porque muitos ajustes têm que ser feitos e nem assim a música fica 100% limpa”. Apesar de o grau de dificuldade ser maior, os softwares usados no processo de edição são os mesmos que ‘tratam’ o som extraído do vinil.

Para não perder algumas preciosidades como a gravação do Estúdio ao Vivo da banda Legião Urbana promovido pela Transamérica, o estudante de engenharia mecânica e DJ nas horas vagas Thiago Bruch, 20 anos, recorre de vez em quando ao PC e grava tudo em CD ou MP3. “Uso os softwares Cakewalk e Cool Edit para gravar e editar”.

Segundo Thiago, os programas oferecem as opções de gravar um lado inteiro da fita como um única arquivo ou salvar cada música em um arquivo diferente. Ele prefere a segunda opção. “Como muitas de minhas fitas têm gravações de rádio, posso tirar as propagandas ou gingles das emissoras”.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 10.01.2001
Quarta-feira